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Le téléchargement de musique sur internet doit-il être totalement gratuit?


Le problème du partage de production artistique (musicale, écrite, audio-visuelle, etc.) se trouve peu à peu au milieu d'un débat entre: d'un côté les droits d'auteur et de l'autre les droits du savoir. C'est principalement après la popularisation de l'internet.

Ceux qui défendent les droits d'auteurs disent que personne produit une œuvre d'art simplement pour l'amour de son travail, les gens ont besoin de recevoir pour ça - c'est plus vrai dans un monde capitaliste comme celui-ci on vit, mais pas du tout. Par contre, la voix de ceux qui choisissent une production culturelle plus libertaire dit qu'il n'y a jamais de société juste sans la démocratisation de la connaissance. Ainsi, tout ce que l'être humain a créé appartient à l'humanité, et donc il faut garantir libre accès à n'importe qui.

D'après moi, il est possible de partager les créations humaines sans ennuyer leurs créateurs. D'abord, pratiquement une œuvre originale n'est jamais téléchargée vers un serveur, ce sont toujours des copies. Les énormes corporations (de musique, de télévision, de cinéma, etc.) sont les propriétaires des originaux, et puis, ce sont les plus grands profiteurs du commerce artistique, pas les artistes eux-mêmes. Cependant, quand une œuvre d'art atteint le niveau pour être cherchée pour être téléchargé, ceci signifie qu'elle est déjà une célébrité virtuelle, et donc, l'artiste profite déjà d'une valeur raisonnable.


Finalement, dès qu'un artiste se trouve plus connu, il peut gagner plus et plus de lui popularité. Donc, tout le monde devrait avoir le droit de voir ou d'entendre n'importe quoi. Ceux qui peuvent payer pour ça, vont continuer à le faire, il n'y a pas de problèmes.


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Texte présenté au Cours de Langue et  Civilisation Française de la Sorbonne, niveau B1, sous supervision de l'enseignent Matthias Vincenot, Paris, 2017. 

The history of the English language - a documentary


One of the most creative and informative documentaries about the English language is "The Adventure of English: 500 AD to 2000", produced by the BBC (British Broadcasting Company) in 2003, and presented by Melvyn Bragg.


It begins by showing the ancient relatives to English, whose Frisian - spoken in northern Holland - is the closest tongue. From those lowlands, the Anglo-Saxon invaded the Britain island, where they defeated the native Celt (or Welsh), who were enslaved by the former. And then, began the journey of the language.

Although the documentary is filled with linguistic details, a multidisciplinary approach is its spine. The background is based on information given through interviews, illustrations, acting, literature quotations, archaeological evidence and so on.. Nevertheless, its wealth is made of an uncountable number of exemplifications in the modern use of the language, which cleverly grasps the audience's attention.

After the above mentioned first contact with Gaelic (the Celt's language) and a glance at Viking languages (Danish for example) afterwards, French and Latin added a wide vocabulary and flexible structure, due to Norman invasion and Church domain upon the Britain. Yet English has started to invade other continents (America, India, China, Africa, and Australia), Greek, Dutch, Spanish, Portuguese, Arabic, Persian and Turkish made their contribution to enriching, even more, the range of possibilities in English before it finally became a worldwide tongue.


Despite its drips of ideology trying to point out its romantic aspects, this documentary is magical and attractive. Hence, The Adventure of English is worth watching if you want to enlarge not only your English skills but also fill your well  of knowledge with a little pool of cultural wisdom, which was precisely selected by one wise and cult TV channel, well-known for its quality and high standards.

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Review written for the Cambridge Proficiency English course, The English Academy, Dublin, 2016.

A Importância do Avatí Kyry (Batismo do Milho Branco) para a Saúde do Povo Guarani (Ñandeva e Kayowá) da Reserva Indígena de Dourados

Rodrigo Martins dos Santos
Arnaldo José Ballarini
Kenide de Souza Morais


RESUMO

O presente texto apresenta elementos do sagrado rito Avati Kyry dos Ñandeva e Kayowá da Reserva Indígena de Dourados, subgrupos da etnia Guarani, que apesar de serem diferenciados do ponto de vista linguístico, assemelham-se política e culturalmente, especialmente na terra indígena estudada. O texto inicia-se com a localização da área de estudo e a metodologia utilizada para a sua realização, que envolve relatos orais de uma anciã (ñandeci) Ñandeva, bem como levantamentos bibliográficos de estudos junto aos Guarani daquela reserva indígena. Em seguida inicia-se um excerto a respeito das origens do milho e sua relação com a saúde das culturas indígenas, logo após é focalizado o seu papel nas culturas Ñandeva e Kayowá. A seguir é relatado como se dá a realização do ritual Avati Kyry. Por fim, uma conclusão que enfatiza a relação dessa prática cultural-religiosa com a saúde e sobrevivência dos índios, apoiados nos conceitos de Langon (2008), que afirma que a resolução dos problemas de saúde, na questão indígena, desloca-se do campo da biomedicina para o campo cultural; e que a saúde não se resume ao bem-estar físico do corpo, mas sim, inclusive, ao bem da alma, que não pode ser diminuído apenas pela ausência de doenças. Assim, elementos culturais e religiosos, como o ritual do milho, integrantes da cosmologia Nãndeva e Kayowá, interagem com fatores físicos no seu sistema saúde/doença e cura. Além deste texto, compõe o presente estudo um curta-metragem disponível na internet através do link: http://youtu.be/HkK6fucZyCk.



Palavras-chave: Saúde indígena, religiosidade, Guarani, milho, batismo.

Anexo ao artigo Avati Kyry
Localização da Reserva Indígena de Dourados.

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Clique aqui para baixar o artigo na íntegra a partir de nossa base de dados].

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Artigo originalmente publicado nos anais do VI Encontro Nacional da Anppas, organizado pela ANPPAS, e que ocorreu na UFPA, em 2012. Clique aqui para acessá-lo diretamente no site do Evento.

Clique aqui para baixar o artigo de nosso banco de dados. 

Clique aqui para assistir o vídeo produzido sobre a pesquisa.


Anuência prévia e uso de imagens


A importância de se ter a anuência ou consentimento das pessoas pesquisadas ou registradas antes de se tornar pública ou se utilizar as informações ou imagens coletadas, foi apresentado por Terezinha Dias¹, Henyo Barreto Filho², Monica Nogueira³ e outros professores do curso(4). 
Falaram sobre a Convenção da Diversidade Biológica, um dos resultados do encontro da ONU no Rio de Janeiro em 1992 (Eco’92). Esta convenção foi ratificada por 188 países. O Brasil foi o primeiro país a ratificá-la e assiná-la. Os Estados Unidos ainda não o fizeram.
Uma das disposições desse instrumento multilateral é que o registro de patente não garante ganho financeiro, apenas o registro do conhecimento. Ele é gerido pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (MPI).
No caso de coleta de material genético associado ao conhecimento tradicional, é necessário autorização. No Brasil, a instituição responsável por controlar e autorizar é o CGEN (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético) órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.
Em nosso país não é possível patentear a substância que está na natureza, ma sim o processo para obtê-la. Ou seja, o óleo de carnaúba não pode ser patenteado, mas a tecnologia usada para extraído e processá-lo sim.
Qualquer uso de conhecimento sem potencial de benefício econômico não necessita de autorização, mas é importante o consentimento prévio e informado às fontes fornecedoras das informações.
A captura de imagem ou uso de depoimentos também devem ser submetidas a esse tipo de mecanismo. O consentimento prévio e informado pode ser por meio de um documento escrito, como atas de reuniões ou cartas. Mas também pode ser efetuado por meio de gravação em áudio ou vídeo. A isso inclui o uso do direito autoral e de imagem.

Isto é importante para quem lida com informações colhidas junto a respeitados anciões, que detém o conhecimento tradicional de seu povo, muitas vezes ainda sequer registrado por alguém. Assim, deve-se tratar de uma forma ética os créditos e benefícios da divulgação dessa informação.
Sempre acreditei que o conhecimento é algo universal, que não pode ser vendido ou negado. Acho que tudo que a humanidade criou e produziu, principalmente em relação a idéias e informações, devem ser compartilhados por todos.
No entanto, fui me deparando com esta questão burocrática da autorização. E me questionava: Será mesmo algo necessário? Burocratizar uma relação entre pesquisador e pesquisado não vai distanciar ainda mais os dois interlocutores? Será que os indígenas acham mesmo necessário esse procedimento?
E então, percebi que muito do que estou aprendendo advêm da sabedoria de pessoas, que tem as suas expectativas e certa responsabilidade, sobre o uso adequado daquele dado.
Também notei que nem toda informação pode ser repassada a todos, isto porque para muita coisa é necessário um certo preparo. Por exemplo, Einstein foi um famoso físico que se dedicou ao estudo da energia, principalmente a atômica. Em certo momento de sua vida seu conhecimento foi utilizado para fins militares, e acabou contribuindo para que se construísse a primeira bomba atômica.
Santos Dumont, uma pessoa que vivia além de seu tempo, também dedicou a vida inventando facilidades para a humanidade. No entanto, quando viu o seu maior invento sendo utilizado para destruir pessoas, suicidou-se.
Estes são apenas alguns exemplos de uso do conhecimento para fins malignos, e acho que a responsabilidade do pesquisador deve levar isso em consideração. Qualquer informação pode ser usada para o bem ou para o mal, depende do caráter e responsabilidade dos interlocutores.

Assim, se faz importante e necessário um mínimo de controle de quem a produziu e se tem autorização da origem para fazê-lo.

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¹ Terezinha Dias, agrônoma, mestre em ecologia, atua na EMBRAPA-CENARGEM.
² Henyo Barreto Filho, antropólogo, mestre e doutor em antropologia, professor do CDS-UnB.
³ Monica Celeida Nogueira, antropóloga, mestre em desenvolvimento sustentável e doutora em antropologia, coordenadora pedagógica do curso de Mestrado em Sustentabilidade e Indigenismo da UnB.
(4) Tema de aula na disciplina "Questões Indigenistas na Contemporaneidade", 1º semestre de 2012. Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a povos e terras indígenas, Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), Universidade de Brasília (UnB).

Linguagem audiovisual¹ com Takumã Kuikuro²


Quando um Kuikuro era filmado, tinha medo de não morrer mais e ficar pra sempre na Terra. Mas logo depois que viram o primeiro filme pronto, sempre pedem para serem filmados: querem se ver no telão. Querem viver para sempre!

Com estas palavras o jovem cineasta Takumã abre sua prática oficina de áudio-visual. Ele nasceu no Parque Indígena do Xingu e é aluno da Escola de Cinema Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro. Já dirigiu alguns filmes, dentre eles o “Hiper Mulheres” vencedor de três Kikitos no Festival de Gramado, e outros não menos interessantes como “O dia em que a lua menstruou” e “Cheiro de pequi”. Os três filmes foram projetados durante a oficina.
Ele diz que o vídeo é um importante instrumento que pode ser usado como denúncia e documento. Registrando histórias, mitos, rituais, contos, rezas, canções... Sua oficina foi dividida da seguinte forma:

  1. Manuseio da câmera:
    1. apresentou técnicas de uso e manipulação do equipamento;
    2. Também apresentou algumas especificações básicas de equipamentos que podem ser usados para um bom resultado final.
  2. Projeção de Material:
    1. apresentou três filmes:
      1. As hiper mulheres;
      2. O dia em que a lua menstruou;
      3. Cheiro de pequi.
  3. Função e importância:
    1. Dissertou sobre a importância do vídeo-documento:
      1. salvaguarda da cultura e língua;
      2. Intercâmbio entre povos;
      3. Divulgação cultural;
      4. Documento.
  4. Treinamento e documentadores:
    1. necessidade de se capacitar o pessoal envolvido.
  5. Como usar os equipamentos:
    1. cuidados (zelo);
    2. proteção contra intempéries (sol, chuva, umidade, poeira);
    3. cuidados com a lente (não tocar, nunca!).
  6. Câmera nas mãos:
    1. iniciar gravação entre 10 e 15 segundos antes do fato de interesse;
    2. Escolha da mídia;
    3. Programa de edição, finalização;
    4. Qualidade da gravação:
      1. SP (maior definição de imagem, melhor qualidade de som, usa mais espaço na mídia);
      2. LP (qualidade reduzida, usa menos espaço na mídia).
  7. Explorando a câmera:
    1. Bater branco:
      1. Sair do modo automático;
      2. Necessário para manter a cor das cores reais;
      3. Exposição à luz: diafragma e íris.
  8. Preparando a gravação:
    1. Posicionamento da câmera;
    2. Uso de tripé;
    3. Divisão em cenas: imaginar o produto terminado.
  9. Gravando:
    1. Quando o alvo está em movimento (pessoas caminhando) a câmera pode caminhar também;
    2. Quando alvo está parado, a câmera deve ficar parada;
    3. Nem sempre uma estória começa no início dela:
      1. A estória pode começar no meio ou no fim, ou com alguém contando;
      2. A edição pode inverter a posição das cenas.

Confesso que muitas surpresas tive com a presença desse jovem Kuikuro, a facilidade com que ele lida com a tecnologia, sua percepção da sétima arte (o cinema), a sensibilidade, tudo isso me impressionou.

Takumã representa o quanto os indígenas são capazes como qualquer outra pessoa, basta ter oportunidade, incentivo, sem preconceitos.

Eu sou um amante do cinema e do áudio-visual, fiz alguns cursos de fotografia e participei de exposições. Tenho muito apreço às pessoas que sabem distinguir a singeleza que é a luz, sua capacidade de construir imagens por meio de equipamentos técnicos produzidos pelo homem.

O cinema é a arte de maior tecnologia, envolve fotografia, som, imagem, movimento, cores, paisagens, e diversos outros elementos técnicos, artísticos ou da natureza.

Aprendi bastante com o pouco tempo que tive com esse jovem xinguano, também pude relembrar alguns conceitos que já não usava a algum tempo, devido ao fato de ter deixado a fotografia para seguir a carreira ambiental com intervenção social.

Esta oficina fez reacender uma chama que havia dentro de mim, a de praticar a fotografia. Após ela eu tomei a decisão de comprar uma câmera novamente, e voltar a fazer meus ensaios fotográficos, e porque não, cinematográficos.

No futuro pretendo fazer um curta-metragem, para testar algumas técnicas que aprendi com Takumã e outros professores da sétima arte.


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¹ Tema de aula na disciplina "Questões Indigenistas na Contemporaneidade", 1º semestre de 2012. Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a povos e terras indígenas, Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), Universidade de Brasília (UnB).
² Takumã Kuikuro, cineasta, é indígena xinguano da etnia Kuikuro.