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Vozes dos Biomas

Geobiodiversidade em áreas protegidas na Mata Atlântica


Você já ouviu falar sobre geobiodiversidade? E neste contexto, qual papel as unidades de conservação e terras indígenas tem exercido para a conservação da Mata Atlântica e quais pressões sofrem na atualidade?



Caso o vídeo não esteja a disposição acima, clique na frase "assistir no Youtube" que aparece no centro quadro negro, ou acesse <https://www.youtube.com/watch?v=NuTX3vENLMs> diretamente no canal da jornalista Sucena Shkrada Resk.


138ª entrevista do programa Vozes dos Biomas do Blog Cidadãos do Mundo, conduzida pela pela jornalista Sucena Shkrada Resk.

Análise geográfica da relação socioambiental em unidades de paisagem da APA Capivari-Monos no ano de sua criação

Rodrigo Martins dos Santos
Leda Velloso Buonfiglio
Julio Takahiro Hato
Avelino Los Reis
Tatiana Cyro Costa



RESUMO:  Identifica e analisa  unidades de  paisagem na  Área de Proteção Ambiental Municipal Capivari-Monos, extremo sul do município de São Paulo no ano de 2001, época de criação dessa área protegida.  Procura contextualizar a atmosfera socioambiental em que a referida unidade de conservação foi criada, cujo objetivo, dentre outros, foi o de proteger uma extensa área rural do município onde há presença da maior densidade de nascentes e cursos d‟água que alimentam mananciais de abastecimento da região metropolitana. Analisando as paisagens homogêneas  foi possível traçar um diagnóstico perceptivo da realidade socioambiental de cinco localidades, com base na aplicação de questionários e observações diretas. As conclusões são de que há uma discrepância da qualidade ambiental e nível de desenvolvimento social nessas localidades, o que atinge diretamente o bem-estar de quem vive ou depende direta ou indiretamente delas. 

Palavras-Chave: Análise Geográfica da Paisagem; Área Protegida; APA Capivari-Monos.



Modelo de análise da paisagem sob o prisma da escola da percepção ambiental. Org. os autores.


RESUMEN: Identifica y analiza las unidades de paisaje en el Área Municipal de Protección Ambiental Capivari-Monos, extremo sur de la ciudad de São Paulo, en el año 2001, el momento de la creación de esta área protegida. Contextualiza la atmósfera socioambiental en el que la dicha áreas protegidas fue creada, cuyo objetivo, entre otros, era proteger a una amplia zona rural del condado en donde hay presencia de una mayor densidad de manantiales y cursos de agua que alimentan las corrientes de la región metropolitana. Con el análisis de las paisajes homogéneas fue posible establecer un diagnóstico perceptivo de la realidad socioambiental de cinco localidades por medio de cuestionarios y observaciones directas. Las conclusiones son que hay una discrepancia en el nivel de la calidad del medio ambiente y el desarrollo social en estas localidades, lo que afecta directamente el bienestar de aquellos que viven o dependen directa o indirectamente de ellos. 

Palavras-Clave: Análisis Geográfica del Paisagem; Área Protegida, APA Capivari-Monos.

 
ABSTRACT:  Identifies and analyzes the landscape units in Capivari-Monos  Municipal Ladscap Protection Area, extreme south of City of São Paulo, in the year 2001, the time of creation of this protected area. To contextualize the environmental atmosphere wherein  its protected area was created, whose goal, among others, was to protect a large rural area of the county where there is presence of higher density of wellsprings and waterways that feed streams of supply metropolitan region. Analyzing the homogeneous landscapes was possible to draw a perceptive diagnosis of the socio-environmental reality of  five localities based on questionnaires and direct observations. The conclusions are that there is a discrepancy in the level of environmental quality and social development in these localities, which directly affects the well-being of those who live or depend directly or indirectly from them. 

Keywords: Geographic Landscape Analysis; Protected Area; APA Capivari-Monos.



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Clique aqui para acessar o artigo original, publicado na revista Terceiro Incluído - ISSN: 2237-079X, v. 3, n.2, jul./dez, 2013, p. 11-39, editada pelo Instituto de Estudos Sócio-Ambientais, da Universidade Federal de Goiás.

Curso de Capacitação em Meio Ambiente da APA Bororé-Colônia

Material do primeiro grande evento da Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal Bororé-Colônia, o Curso de Capacitação em Meio Ambiente, ocorrido entre 19 e 31 de março de 2007, no Centro Educacional Unificado (CEU) Cidade Dutra. E que contou com o apoio de diversas entidades da sociedade civil e do poder público.

Este curso foi fruto de muito esforço e dedicação do Conselho Gestor da APA Bororé-Colônia, reunido no Grupo de Trabalho de Capacitação, cuja missão era realizar um evento que possibilitasse dar uma visão geral na discussão ambiental e seus conceitos, mas com um objetivo prático: a produção de projetos sustentáveis para a APA. Ou seja, os participantes deste curso se alimentaram de um grande nível de informações básicas em meio ambiente, porém bem atuais, no intuito de fomentar a realização de suas idéias através de projetos para o território da unidade de conservação.

Na presente publicação, temos a oportunidade de observar um pouco de como foi esse curso, pois está reunido grande parte dos materiais apresentados pelos palestrantes¹. Espero que este material possa contribuir para a promoção e divulgação da ideia verde, da Agenda21, acordada globalmente no Rio de Janeiro – na ECO’92, e que cada vez mais se torna essencial para a sociedade contemporânea.




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Clique aqui para acessar o material a partir do site da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, da Prefeitura da Cidade de São Paulo.



CONTEÚDO DA PUBLICAÇÃO



MÓDULO I: CONCEITOS BÁSICOS DE MEIO AMBIENTE

EIXO: SOLO
     TERRA, UM PLANETA EM TRANSFORMAÇÃO
          Oswaldo Landgraf Júnior
     MINERAÇÕES
          Fernando Mendes Valverde
     RESÍDUOS SÓLIDOS
          Deodoro Antonio Oliveira Vaz

EIXO: AR
     ATMOSFERA E POLUIÇÃO DO AR
          Clarice Aico Muramoto
     CAMADA DE OZÔNIO, EFEITO ESTUFA E AQUECIMENTO GLOBAL
          João Wagner Silva Alves

EIXO: ÁGUA
     TRATAMENTO DE ESGOTOS DOMÉSTICOS
          Cláudia Bittencourt
     CONTAMINAÇÃO E REMEDIAÇÃO DE AQÜÍFEROS
          André Luiz Fernanades Simas 
     HISTÓRICO DA REPRESA BILLINGS
          Carlos Eduardo Gomes da Rocha 
     DISPONIBILIDADE HÍDRICA E MANANCIAIS
          Eliana Kazue Iriei Kitahara 

EIXO: BIODIVERSIDADE
     DESMATAMENTO, BIOPIRATARIA, BANCO GENÉTICO E ARBORIZAÇÃO URBANA
          Alessandra Gonçalves da Silva
     BIOMAS (MATA ATLÂNTICA) E ECOSSISTEMAS
          Maria do Socorro Silva Pereira Lippi 


MÓDULO II: LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

EIXO: FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL
     LEI DE CRIMES AMBIENTAIS
          Frederico Jun Okabayashi

EIXO: LICENCIAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL
     CÓDIGO FLORESTAL, APPS, LICENCIAMENTO, EIA-RIMA, TAC E TCA
          Fernando Henrique Vialta de Andrade
     SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
          Anita Correia de Souza
     PLANO DE MANEJO E ZONEAMENTO AMBIENTAL DE APAS
          Maria Lúcia Ramos Bellenzani


MÓDULO III: DIAGNÓSTICOS SÓCIO-AMBIENTAIS

EIXO: PLANO DIRETOR
     ESTATUTO DA CIDADE E PLANOS DIRETORES, O CASO DE SÃO PAULO
          Olga Maria Gonçalves e Gross
     O PROCESSO DO PLANO DIRETOR REGIONAL DA SUBPREFEITURA DE PARELHEIROS
          Luiz Felippe de Moraes Neto

EIXO: MEIO AMBIENTE EM SÃO PAULO
     EVOLUÇÃO DA PAISAGEM PAULISTANA E A APA BORORÉ-COLÔNIA
          Rodrigo Martins dos Santos 


MÓDULO IV: PROJETOS SUSTENTÁVEIS

EIXO: SUSTENTABILIDADE
     ECO-ECONOMIA: DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
          Hugo Penteado

EIXO: ECONOMIAS SUSTENTÁVEIS
     ECOTURISMO E DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL
          Antonio Carlos Afonso 


MÓDULO V: EXECUÇÃO DE PROJETOS

EIXO: CAPTAÇÃO DE RECURSOS E FUNDOS
     FUNDO ESPECIAL DO MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – FEMA
          Helena Maria de Campos Magozo
     FUNDO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS - FEHIDRO
          José Augusto Rocha Mendes

EIXO: TEORIA EM ELABORAÇÃO DE PROJETOS
     BASE CONCEITUAL-INSTRUMENTAL PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS SÓCIO-AMBIENTAIS
          Silvia Ferreira Mac Dowell 

EIXO: PRÁTICA EM ELABORAÇÃO DE PROJETOS SUSTENTÁVEIS - OFICINA
     ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS
          Alan Félix da Silva
          Alessandra Blengine Mastrocinque Martins
          Antonio Carlos Afonso 


MÓDULO EXTRA: TRABALHO DE CAMPO

     VISITA A APA BORORÉ-COLÔNIA
          Rodrigo Martins dos Santos



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¹ Alguns materiais ministrados no curso não estão disponíveis na publicação ou porque o autor não aprovou sua divulgação, ou por não terem sido apresentados até o fechamento da edição.


Geografia Humana de Colônia Paulista e Ilha do Bororé (bairros de Parelheiros e Grajaú, cidade de São Paulo)

Trecho do texto publicado em 2005. 

OCUPAÇÃO DAS TERRAS E POPULAÇÃO


1. Os Caminhos



Sede de sítio na antiga Estrada Velha da Colônia, provável Caminho de Conceição de Itanhaém.
Foto: Rodrigo Santos, 2003.

Poucos são os registros de ocupação efetiva do território antes da implantação da Colônia Alemã na região. Segundo Zenha (1977) não há nenhum registro de aldeamentos indígenas pré-Cabralinos na região localizada entre os afluentes Bororé e Taquataquissetiba (hoje Taquacetuba), do Rio Grande, região também conhecida por Bororé ou Ilha do Bororé como foi chamada após a construção da Represa Billings em 1926, projetada pelo Engenheiro estadunidense Asa White Kenney Billings, para a companhia The São Paulo Trainway, Light and Power Company Ltd.
(...)
No entanto, a hipótese mais provável é que a construção dessa casa se deu no final do século XIX, por uma família descendente de colonos alemães (os Reimberg). Cujo apelido do chefe da família – seu Periquito – também denominou a casa e a estrada que passava em sua frente, a antiga Estrada do Curucutu (atual Av. Kayo Okamoto). Atualmente [2005] esta casa encontra-se em processo de tombamento pelo Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria da Cultura do município.



Casa de taipa de pilão abandonada, construída por volta de 1870 na antiga estrada do Curucutu entre os bairros de Bororé e Colônia. Seu provável construtor foi um descendente dos alemães da Colônia, da família Reimberg.
Foto: Rodrigo Santos , 2003.



2. A Colônia Alemã 



Cemitério de Colônia Paulista, Parelheiros, São Paulo. Primeiro cemitério protestante do Brasil, construído em 1840.
Foto: Rodrigo Santos, 2003.


Apesar de servir de passagem entre o litoral e o planalto, a vasta região situada entre o ribeirão Cocaia e a Escarpa da Serra do Mar, poderia possuir alguns poucos caboclos e indígenas espalhados pelo território, mas somente será ocupada efetivamente com a implantação da Colônia Alemã entre os ribeirões Taquacetuba e Vermelho, numa feição geomorfológica denominada de Cratera da Colônia, um astroblema formado pelo choque de um meteoro a cerca de 35 milhões de anos (BELLENZANI, 2000) que distava seis dias de burro/mula a partir de Santo Amaro (GARANHUNS, 1977).
(...)
Mesmo após diversas tentativas dos alemães em fazer cumprir o que estava previsto, pois o diretor e a província não permitiam que procuradores dos colonos chegassem ao Imperador, alguns decidem se assentar no local. Porém com pouco sucesso, dos 229 indivíduos (62 famílias) contraentes das terras do Sertão de Itaquaquecetuba, em dez anos (1839) somente 157 estavam espalhados por Santo Amaro, em terras fora da Colônia, e em 1847, apenas nove famílias, chegando ao número de quatro famílias três anos depois. Levando Zenha (1950) a dizer que “assim foi a decadência de empreendimento que custou tanto dinheiro e tanto sacrifício. O lugar que deveria transformar-se numa cidade, definhou em tapera com três ou quatro ranchos pobres ao redor de um cemitério”, este conseguido a duras custas, pois grande parte dos imigrantes eram protestantes e não podiam ser enterrados em cemitério católico, tampouco na igreja.


3. Os imigrantes 



Senhora Vitalina Reimberg (80 anos [2003] - in memorian), descendente de alemães da Colônia. Antiga estrada do Curucutu.
Foto: Rodrigo Santos, 2003.

A partir dos alemães, Santo Amaro passa a ser considerado o “celeiro da capital”, sendo o único município da província a produzir batatas, além de fornecer arroz, feijão, milho e mandioca à São Paulo. Também comercializavam no Mercado de São Paulo gado, aves, mucuta (canela e lenha), madeira e carvão. Eles fundaram vilas (Cipó e Parelheiros) abriram estradas, como a antiga estrada de Parelheiros (atual Av. Sen. Teotônio Vilela e Av. Sadamu Inoue), que liga o Rio Bonito ao município de Embú-Guaçú, e que possibilitou a ocupação do vasto sertão que a cercava, regado por inúmeros cursos d’água e povoado pela imensa Mata Atlântica.
(...)
Na Revolução Constitucionalista, foi escalado um destacamento santamarense, e segundo um antigo casal de moradores da região do Bororé, José Antônio Domingues, nascido em 1916 e Amália Guilger Domingues, de 1921, diversas pessoas “fugiam” do alistamento e se escondiam nas matas existentes no local. Ele (seu José) tem avó alemã e avô índio, o que demonstra a miscigenação dos alemães com os nativos; ela é descendente de alemães.Com a Segunda Grande Guerra a Colônia Alemã foi obrigada a mudar seu nome para Colônia Paulista.




Templo budista dedicado a deusa Quan Inn. Colonização extremo-oriental. Cabeceira do ribeirão Cocaia, Grajaú, São Paulo.
Foto: Rodrigo Santos, 2003.


4. O ‘progresso’ e a represa Billings

A região do Bororé localiza-se em território do antigo município de Santo Amaro, anexado à capital paulistana pelo interventor federal no Estado Armando de Salles Oliveira em 25 de fevereiro de 1935 pelo decreto estadual 6.983 (BERARDI, 1981), rebaixando-a a subprefeitura do município de São Paulo, com o administrador nomeado pelo prefeito da Capital.
(...)
Assim, diversas são as modificações no espaço que possibilitaram o avanço urbano-industrial à região de Santo Amaro. A construção da Auto-Estrada (atual Avenida) Washington Luíz em 1928, interligando à capital às áreas das represas, faz surgir residências de alto padrão ao longo da ‘Estrada de Rodagem’, pois era própria para o tráfego de automóveis, símbolo do progresso e da modernidade. Aparecem balneários nas margens das represas. E é construído o Aeroporto de Congonhas: “Época de Ouro à Santo Amaro” como Berardi (1981) a adjetiva, dizendo que “Santo Amaro estava vendo chegar o progresso” (BERARDI, 1981, p. 101). Outras obras como o Autódromo de Interlagos e o bairro jardim de mesmo nome, vieram logo em seguida, em 1930 (PONCIANO, 2001).


5. A industrialização e o crescimento urbano

O decreto estadual que anexou o município de Santo Amaro à Capital do Estado considerava que o motivo pelo qual se deu tal decisão fora em virtude do plano urbanístico da Capital que planejava construir um de seus mais atraentes lugares de recreio, com criação de hotéis, estabelecimentos balneários, cassinos, melhoria dos meios de comunicação. Além do projeto de industrialização da região, aproveitando tanto as facilidades de comunicação (marginais e ferrovias previstas na construção do canal do rio Pinheiros), como a geração de energia elétrica e abundância d’água; tanto que levou o industrial Francisco Matarazzo a montar um loteamento industrial no bairro de Jurubatuba.
(...)
“Em busca de alojamento barato, uma população bastante numerosa escolheu Santo Amaro para residir. A possibilidade de encontrar aluguéis mais baixos ou até mesmo casa própria, com algum sacrifício, surgia com os numerosíssimos loteamentos” (BERARDI, 1981). Assim, o aspecto tipicamente rural e caipira tanto da vila de Santo Amaro como de seu sertão vai dando lugar para o crescimento da grande mancha urbana metropolitana paulista.



Loteamento irregular se expandindo entre a mata. Jardim Noronha, Grajaú, São Paulo.
Foto: Rodrigo Santos, 2003.


6. Os migrantes




Loteamento irregular Jardim Noronha, Grajaú, São Paulo.
Foto: Rodrigo Santos, 2003.

“Como centro dinâmico do país e capital de Estado que concentrava 35,6% da Renda Interna do Brasil em 1969, São Paulo encontrava à frente de um processo de industrialização acelerada, transformando-se num vasto conglomerado populacional de aproximadamente 11 milhões de habitantes, dos quais 96% vivendo em área urbana (projeção feita para 1975)” (MIRANDA, 2002, p. 23).
(...)
Apesar de grande parte das ocupações serem desordenadas temos alguns exemplos de bairros ordenados e que pouco agridem a paisagem e o meio ambiente, um deles é o Shangri-lá, situado no final da Av. Dona Belmira Marin, junto à primeira balsa, que possui áreas verdes e praças protegendo cabeceiras de drenagem e várzeas, suas ruas não são asfaltadas, porem cascalhadas, e os lotes não são totalmente impermeabilizados. Outro exemplo, porém que não se encontra na região estudada, é o Jardim Pinheiros, no Município de São Bernardo do Campo, situado próximo à represa Billings, este bairro iniciou-se indevidamente após a publicação das Leis de Mananciais porém, após a conscientização dos moradores, passou a promover um paisagismo mais ecológico, inclusive no calçamento de ruas e passeios, tal qual no tratamento de seus efluentes líquidos e direcionamento adequado dos resíduos sólidos (coleta seletiva, etc.). Estes São alguns exemplos de ‘Bairros Ecológicos’ que podem ser utilizados como base para o paisagismo de outros com uso das terras e ocupações desordenadas.

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Para ver o texto na íntegra, baixe-o aqui.

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Esse material foi adaptado do capítulo 5 da monografia APA Bororé - subsídios a implantação, de 2003.