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Cidades de baixo carbono e os instrumentos do direito de construir: o PSA

 

Seminário com o objetivo de refletir sobre como a regulação de instrumentos de uso e ocupação do solo pode contribuir para adaptação e mitigação das mudanças climáticas. 

Na mesa Instrumentos Municipais na Gestão da Mudança do Clima, Rodrigo Martins dos Santos inicia aos 5:52:30 a apresentação sobre o instrumento de Pagamento por Prestação de Serviços Ambientais (PSA).


Vídeo no canal da FAU Mackenzie


Vídeo no canal do Instituto Clima e Sociedade



Evento organizado por Lincoln Institute of Land Policy - LILP (EUA), Instituto Clima e Sociedade - ICS e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie em 13 de outubro de 2021.


A reprodução das formas de apropriação produtiva da terra pelo trabalho familiar a sudoeste da capital paulistana

Relação cidade-campo no contexto da urbanização de SP
Mestrado em Geografia Humana - USP
Giancarlo Livman Frabetti

A consultoria para essa pesquisa de mestrado, realizada em 2008, consistiu na produção dos seguintes mapas e levantamento de dados referentes à confecção deles:

Para ter acesso à dissertação na qual estão inseridos os referidos mapas, acesse aqui.

Parque Linear do Ribeirão Cocaia - objetivos e historia

Mapas e depoimento sobre o Parque Linear do Ribeirão Cocaia. Criado em 20 de junho de 2008 pelo Decreto Municipal 49.659, com área total de 1.261.516,44 m2, no Distrito do Grajaú, zona sul da Cidade de São Paulo.


Clique nas imagens para ampliá-las


      I.                                  II.                                     III.                                        IV.                

I. Localização do Parque, destacado por um quadrado vermelho no centro da zona sul da cidade de São Paulo;

II. Primeiro limite para o parque, proposto no Plano Diretor da Cidade de 2002;

III. Cartaz de chamamento da comunidade para as oficinas de criação do parque em 2007;

IV. Limite de criação do parque de acordo com o Decreto Municipal 49.659/08.

Link da página oficial do parque no site da prefeitura:



DEPOIMENTO

   
Parte 1. Objetivos de criação do Parque*                            Parte 2. Historia da ocupação da região do Parque* 


Parte 3. Envolvimento de Rodrigo Martins dos Santos com o bairro onde foi implantado o Parque*




__________

* Depoimentos de Rodrigo Martins dos Santos, que trabalhou no projeto de criação do parque entre 2002-2009. Gravação janeiro de 2015, a pedido do conselheiro do parque Marcos Antonio Machado (Foguinho), devido ao seu interesse em conhecer e divulgar a história e importância do parque para seus frequentadores.

SIAMP - utilização de ferramentas livres para divulgação de informações ambientais

Texto originalmente apresentado no APP URBANA 2007 - Seminário Nacional sobre o Tratamento de Áreas de Preservação Permanente em Meio Urbano e Restrições Ambientais ao Parcelamento do Solo, organizado pela FAUUSP, PUC-Camp, ANPUR e ANAMMA; e que ocorreu no campus da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, em 2007.

Clique aqui para baixar o artigo completo a partir de nosso banco de dados. 


Clique aqui para acessar os anais do Seminário APP URBANA 2007, cujo texto encontra-se na página 200. Ou aqui para acessá-lo a partir da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul. 


Clique aqui para baixar o painel que resume o artigo.


Clique aqui para ler a Monografia que originou o SIAMP. 




Resumo
Apresentação das etapas de produção do SIAMP – “Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos”, um sistema de informações geográficas (SIG) para internet, com dados geo-referenciados de meio físico, socioeconomia e político-territorial da área de proteção aos mananciais da cidade de São Paulo, servindo como suporte para população em geral, estudantes e pequenas pesquisas sobre a área, como um Banco de Dados simples e acessível, porém não servindo como dados oficiais mas sim alternativos. Este SIG está disponível para consulta através do seguinte endereço: https://docs.google.com/file/d/0BxeU6XTjAJ2cZXVQbGtzZUxRbUU. O SIAMP foi produzido a partir da utilização de programas (softwares) livres, ou seja, de aquisição gratuita e sem exclusividade, partindo da idéia de democratização da produção e da disponibilização de informações.
Palavras-Chave: Mananciais, Geotecnologia, Sistema de Informação Geográfica (SIG), Internet

Abstract
Presentation of steps to production the SIAMP – “Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos”, a geographic information system (GIS) for internet, with geo-refer data like nature, social, economics and territorials to São Paulo’s water protect area , a suport to people in general like studants, shorts researchs to that area, like a access and simple Data Byte, but not a oficial data. This SIG is accessible in https://docs.google.com/file/d/0BxeU6XTjAJ2cZXVQbGtzZUxRbUU. The SIAMP was produced with free-softwares.
Key-words: water fountain region, Geotecnologys, Geographic Information System (GIS), internet


Objetivo
Produzir e disponibilizar um sistema digital na internet com dados ambientais básicos, geo-referenciados, para servir de alternativa de obtenção de informações mapeáveis de Meio Físico, Sócio-Econômicas e Político-Territoriais da área de proteção aos mananciais da cidade de São Paulo, servindo assim, como suporte para população em geral, estudantes e pequenas pesquisas sobre a área, como um Banco de Dados simples e acessível, porém não servindo como dados oficiais mas sim alternativos.

O produto final desta Pesquisa é um Sistema de Informação Geográfica (SIG) disponibilizado na internet sob o título de “Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos” (SIAMP) produzido a partir da utilização de programas (softwares) livres, ou seja, de aquisição gratuita e sem exclusividade, partindo da idéia de democratização da produção e da disponibilização de informações. Para acessa-lo, use o seguinte link: https://docs.google.com/file/d/0BxeU6XTjAJ2cZXVQbGtzZUxRbUU.


Contextualização
Na sociedade atual, a Sociedade da Informação, o poder não mais é representado pela posse de territórios ou pelo controle de mercados, mas sim pela capacidade de produzir e utilizar informações. A informação passou a ser a principal fonte de poder na contemporaneidade.

A popularização da internet, e a proliferação de mídias e programas livres (com acesso a qualquer pessoa que tenha um computador ligado na rede mundial – internet), facilitaram em muito o fluxo de informações e a pulverização do conhecimento. Haja vista a importância e acesso que portais eletrônicos de busca e armazenagem de dados vem apresentando entre os internautas.

Mas não foi apenas a internet que se popularizou nessa onda, mas as ferramentas de geotecnologias também, como os Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) e os Sistemas de Posicionamento Global (GPSs). Tanto é que o uso de geotecnologias se tornou cada vez mais comum e necessário em diversas áreas, inclusiva a ambiental. No entanto, poucos têm acesso e conhecimento para utilizar este tipo de ferramenta de forma gratuita.

Os problemas ambientais mais localizados são gerados devido à desinformação da população generalizada em relação à conceitos básicos de Meio Ambiente e as Legislações Ambientais. Assim, a idéia de construir um portal na internet, com informações ambientais básicas, vêm como uma solução para a divulgação de dados, no sentido de popularizar ainda mais os SIGs.

A escolha do palco dessa análise: a porção da área de mananciais paulistana localizada entre os reservatórios Billings e Guarapiranga; deu-se em virtude de encontrar-se neste Espaço, diversos elementos paisagísticos relevantes tanto do ponto de vista ambiental, como econômico, social e histórico, como: o rio Jurubatuba (margeado por ferrovias e vias expressas); a Macrozona Ambiental do Município de São Paulo, definida pelo Plano Diretor Estratégico da cidade; as represas Billings e Guarapiranga e seus respectivos mananciais; a Escarpa e o Parque Estadual da Serra do Mar; o Astroblema da Cratera de Colônia; as APA’s Capivari-Monos e Bororé-Colônia; o bairro da Colônia Paulista (antiga Colônia Alemã de 1829); aldeias indígenas guarani (Tenondé Porá e Krucutu); o limite sul da mancha urbana da metrópole; o projeto do Anel Viário Metropolitano (Rodoanel Mário Covas); a Ferrovia Santos-Mairinque que escoa grande parte da produção agrícola brasileira para o porto de Santos; dentre outros elementos. Essa região apresenta uma diversidade paisagística ímpar, que vai do urbano ao florestal, passando por periferias da mancha urbana (ou áreas peri-urbanas), áreas rurais e Unidades de Conservação. Assim, é uma área estratégica para o Estado e para o Brasil.

Salientamos que não é foco da presente Pesquisa a discussão a respeito dos problemas ou uma análise das informações apresentadas, sua importância se restringe a disponibilizar a informação.


Metodologia
Por se tratar de uma pesquisa de caráter extremamente técnico, não consideramos nenhum tipo de Método Científico específico para sua elaboração, pois não houve necessidade de análises das informações, mas sim a proposta de se apresentar uma ferramenta prática para divulgar informações ambientais georreferenciadas via internet, no intuito da democratização e disseminação de informações ambientais. No entanto foram respeitadas a realização de Etapas Metodológicas, baseadas nos preceitos apresentados por BURROUGS (2004), SILVA (2003), e CHRISTOFOLETI (2002) que consiste em: 1- definição dos produtos a serem utilizados e formas de aquisição; 2- construção do Banco de Dados Geográficos em SIG; 3- exportação das informações para linguagem Web; 4- organização da página-eletrônica para internet com as informações, disponibilizada no seguinte link: https://docs.google.com/file/d/0BxeU6XTjAJ2cZXVQbGtzZUxRbUU.

As informações utilizadas como Material-Base foram importadas de alguns SIGs produzidos pela Prefeitura da Cidade de São Paulo, como o INFOLOCAL, produzido pela Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLA); e o SIGMA, produzido pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, ambos gerados através da utilização do programa SPRING (Sistema de Processamento de Informações Geográficas) produzido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) do Governo Brasileiro. As informações selecionadas foram reunidas em um único Banco de Dados Geográfico (vide Fig. 1), utilizando o mesmo programa SPRING para a execução desta tarefa, e foram dispostas na Escala de 1:10.000.

Fig. 1 - Construção do SIAMP através do SPRING

O SPRING possui uma interface de exportação de dados (SPRINGWEB) para o formato .htm e .html utilizados pela rede internacional de computadores (internet). Para que os arquivos exportados pelo SPRING através da ferramenta SPRINGWEB sejam possíveis de visualização na internet é necessário que o computador que vai fazer a leitura dos dados possua o programa JAVA, desenvolvido pela SUN Microsystems e de aquisição simples e gratuita pela internet. Todos os programas utilizados para a sistematização e leitura dos dados do presente trabalho são do tipo programas-livres (free-software), ou seja, são de fácil acesso para aquisição e não há necessidade de compra, pois são disponíveis gratuitamente na internet.


Hipótese
Nos apoiamos na hipótese de que a publicação de dados ambientais, mapeados, na internet, serve como um instrumento para democratizar o acesso à informação e, consequentemente, a solução de problemas pontuais e dúvidas em pequena escala, contribuindo, dessa maneira, na diminuição de alguns problemas ambientais locais, sanados pelo simples fato de levar a informação ao munícipe que se dispõe a obtê-la mas que por motivos de distanciamento ou precária acessibilidade às instituições geradoras de dados, acabam por se desinteressar em resolver determinada situação; somados à dificuldade financeiras e burocráticas de obtenção destes dados. Fato que só amplia os problemas ambientais na região dos mananciais paulistanos e a exclusão de sua população às regras da sociedade como um todo.


Conclusão
Por não se tratar de uma pesquisa analítica, tampouco reflexiva, a conclusão consiste na apresentação do produto final deste Trabalho, que é um Sistema de Informação Geográfica (SIG) disponibilizado na internet sob o título de “Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos” – SIAMP (vide Fig. 2) produzido a partir da utilização da ferramenta livres SPRING (Sistema de Processamento de Informações Geográficas). Para acessa-lo, use o seguinte link: https://docs.google.com/file/d/0BxeU6XTjAJ2cZXVQbGtzZUxRbUU.

Fig. 2 - Visualização parcial do SIAMP pela internet

Este SIG, após sua disponibilização na internet, servirá como apoio e fonte de informação para moradores da região dos mananciais, usuários de telecentros e lan-houses, estudantes da rede pública de ensino básico, pesquisadores que buscam informações ou dados básicos sobre a região dos mananciais paulistanos, e pessoas interessadas no assunto. Este Trabalho também serve como contribuição à utilização de ferramentas digitais livres, e de tecnologia nacional.

Por fim, esta Pesquisa também se apresenta na tentativa de balizar-se como um exemplo de unificação da academia com a prática, através da utilização de ferramentas digitais para democratizar o acesso à dados sobre Meio Ambiente e Legislações nos mananciais, no sentido da socialização de informações, contribuindo para uma sociedade mais justa e que respeite o meio ambiente.


Principais Referências bibliográficas
BURROUGH, Peter A. & MCDONELL, Rachael A. Principles of geographical information systems. Oxford e New York: Oxford University Press, 2004.
CHRISTOFOLETTI, Antonio. Modelagem de Sistemas Ambientais. São Paulo: Ed. Edgar Blucher, 2002.
SANTOS, Rodrigo Martins. Análise Ambiental Integrada: A Teoria dos Geossistemas. In Anais do 1º Congresso Luso-Brasileiro de Planejamento Urbano Regional Integrado Sustentável. São Carlos: USP, UNESP e UMINHO, 2005.
SILVA, Ardemiro de Barros. Sistemas de Informações Geo-referenciadas: Conceitos e Fundamentos. Campinas: UNICAMP, 2003.
WHATELY, Marussia & CUNHA, Pilar (org.). Seminário Guarapiranga: Proposição de ações prioritárias para garantir água de boa qualidade para abastecimento público. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2006.


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PRÁTICAS DE COMPENSAÇÃO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS NA CIDADE DE SÃO PAULO¹

Hélio Neves
Alejandra Maria Devecchi
Elaine Pereira da Silva
Rodrigo Martins dos Santos


Na perspectiva de proteger as zonas produtoras de água existentes na cidade de São Paulo, a Prefeitura do Município de São Paulo desenvolveu estratégias que visam compensar os prestadores de serviços ambientais.

O primeiro conjunto de estratégias corresponde à formação de um arcabouço institucional destinado à implantação de programas oficiais de PSA (pagamento de serviços ambientais). Tal arcabouço deve ser composto de marcos legais e regulatórios, formação de estruturas administrativas e viabilização de recursos, tudo embasado por estudos destinados à melhor compreensão dos mecanismos de funcionamento de programas de PSA e seus efeitos. Esse arcabouço compõe-se também de convênios com entidades sem fins lucrativos interessadas em desenvolver programas de PSA.

Essência – Crianças desfrutam um lindo entardecer na prainha da Guarapiranga, São Paulo
Foto: Paula Lyn Carvalho. Expedição De Olho nos Mananciais, 2008

Uma vez que os serviços ambientais prestados por áreas verdes são fruídos por todos os membros da sociedade, ainda que em diferentes graus, seria o mais desejável que toda a sociedade, através do Estado, remunerasse os proprietários das terras que os produzem. Há diversas possibilidades para a criação de mecanismos institucionais destinados a gerar receitas para o pagamento de serviços ambientais. É interessante aproveitar o momento atual de revisão do Plano Diretor para institucionalizar não só o pagamento de serviços ambientais como também os mecanismos de geração de receitas.

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¹ redigido e publicado em 2008 como capítulo IV (pp. 95-104) da obra Serviços Ambientais - conhecer, valorizar e cuidar: subsídios para a proteção dos mananciais de São Paulo, de Marussia Whatelly & Marcelo Hercowitz, editado pelo Instituto Socioambiental. ISBN 978-85-85994-56-3

APA BORORÉ - SUBSÍDIOS A IMPLANTAÇÃO: praticando Geografia com a teoria dos Geossistemas

Trabalho de Graduação Individual (TGI) apresentado ao Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo como parte dos requisitos para a obtenção do título de Bacharel em Geografia.

Autor: Rodrigo Martins dos Santos.

Título: APA BORORÉ - SUBSÍDIOS À IMPLANTAÇÃO: praticando Geografia com a teoria dos Geossistemas.


Palavras-Chave: Análise da Paisagem; Unidade de Conservação - Área de Proteção Ambiental; São Paulo (cidade) - Mananciais; Mata Atlântica; Geossistemas.




Imagem do satélite LandSat7, de abril de 2000, bandas RGB 235, ilustrando a cidade de São Paulo.
Em destaque a localização da então proposta Área de Proteção Ambiental do Bororé (atual APA Bororé-Colônia).



ARQUIVOS COM O TGI

Clique aqui para baixar o TGI completo (formato .pdf).

A versão disponível acima foi revisada pelo autor em outubro de 2013. Para ter acesso a versão original visite o acervo da Biblioteca Florestan Fernandes (FFLCH-USP), chamada T MARTINS, RODRIGO, 2003; ou o acervo da biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), chamada 363.7 M366a.

Há também como baixar a versão original por meio do antigo site¹ do autor:

http://www.geocities.ws/geografeiro/TGI_BORORE.pdf
http://www.geocities.ws/geografeiro/apaborore.html



BANCA EXAMINADORA


Data da Defesa Pública: 12 Dez. 2003



Orientador (in memorian): Felisberto Cavalheiro (Agrônomo, doutor em Manejo do Território). Professor do DG-FFLCH-USP (infelizmente falecido em 18 Jun. 2003).

Orientador (Presidente da banca-examinadora): Jurandyr Luciano Sanches Ross (Geógrafo, mestre e doutor em Geografia Física e livre-docente em Geomorfologia). Professor-titular do DG-FFLCH-USP.

Examinador-interno: José Bueno Conti (Geógrafo, doutor em Geografia Física e livre-docente em Climatologia). Professor-titular do DG-FFLCH-USP.

Examinador-externo: Lúcia de Jesus Cardoso Oliveira Juliani (Geóloga, mestre em Arqueologia e doutoranda em Arqueologia). Geóloga da Prefeitura da Cidade de São Paulo.





APRESENTAÇÃO

A questão ambiental se tornou um dos assuntos mais discutidos pela sociedade, que é refletida tanto no meio acadêmico como no poder público.
A busca pela qualidade de vida, deixou de ser aspirada somente pelo desenvolvimento econômico, principal meta do planejamento estatal brasileiro até a década de 1970. O foco direcionado para a proteção, conservação e manutenção da natureza passou a preocupar o modelo capitalista, principalmente pelo fato de ocorrer uma carência de recursos naturais no futuro ou uma catástrofe de abastecimento ou inundação de cidades por todo o mundo. Água, Florestas, Calotas Polares, passaram a preocupar populações de diversas partes do planeta, levando países a organizarem em 1972 a Conferência de Estocolmo, onde foi-se colocado pela primeira vez o problema ambiental na pauta internacional de problemas globais.
Porém, ao invés de resolver um problema global, isto somente transferio-o de um país para outro, pois diversos países desenvolvidos economicamente passaram a legislar e executar políticas ambientais internas muito duras, levando as maiores poluidoras de seus territórios a se transferirem para países pouco rigorosos quanto à políticas ambientais, pois os países receptores dessas indústrias – como o Brasil - necessitavam de um desenvolvimento econômico, e seus planejadores de grandes projetos de desenvolvimento pouco se importavam pela questão ambiental, visavam o desenvolvimento puramente econômico.
Após a transferência do problema, a questão ambiental foi-se internacionalizando cada vez mais, levando em 1992 diversos países a se encontrarem no Rio de Janeiro para discutir políticas, agora sim, globais de desenvolvimento econômico juntamente com a preservação, conservação ou manutenção da natureza, foi-se então criado um modelo de planejamento que inserisse variáveis tanto econômicas como ambientais, assim desenvolveram o conceito de ‘desenvolvimento sustentável’, pois “a contínua adoção de modelos econômicos inadequados, onde os ciclos vitais e a capacidade de suporte da natureza quase nunca participam como variáveis fundamentais, faz com que as conseqüências sejam cada vez mais danosas, principalmente para o equilíbrio energético e ecológico do planeta” (UNESCO BRASIL, 2000).
Há ainda diversos debates a cerca do que é realmente o conceito de  ‘desenvolvimento sustentável’, porém segundo UNESCO BRASIL (op. cit.), é a adequação do sistema social e o sistema econômico ao sistema ecológico, ou seja, uma conciliação de bem estar social e econômico com a conservação da natureza.
Assim, foi-se então assinado em 1992 um documento denominado de Agenda 21 Global, onde definiram metas para que todos os países aplicassem o desenvolvimento sustentável em suas políticas públicas, trazendo para o planejamento público, finalmente, à questão ambiental entrelaçada à social e à econômica.
Diversos foram os fatores modificados/inseridos às políticas públicas, uma delas foi a idéia da criação de Unidades de Conservação que pudessem conceder usos ao ambiente pelo homem (tradicional ou não) promovendo a preservação/conservação/manutenção da natueraza, assim criou-se o termo Áreas de Proteção Ambiental, no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), colocada neste trabalho como uma alternativa à gestão de usos das terras e dos recursos naturais à áreas com características relevantes para a manutenção energética dos sistemas naturais.
Assim, o presente trabalho pretende analisar a caracterização da Área de Proteção aos Mananciais da Zona Sul do Município de São Paulo definida pela Lei Estadual 1.172/76 (São Paulo, 1976), mais especificamente nos distritos de Parelheiros e Grajaú, com base em seus elementos paisagísticos e diagnosticar quais são as principais funções desses elementos. Foi selecionada essa área devido à posição de intersecção entre a grande mancha urbana da metrópole paulista com a zona rural sul do município.
O principal objetivo é analisar os elementos físicos (clima, solo, morfologia, estrutura), bióticos (fauna e flora) e como se dá a ação antrópica (rural e urbana). A metodologia escolhida para aplicar nesta pesquisa tem como alicerce a Teoria dos Geossistemas em Bertrand (1972), Sotchava (1978), e Monteiro (2000), para se identificar as Unidades de Paisagem (UP’s) existentes na região. Por meio de comparação com outras áreas prognosticamos as tendências evolutivas das Unidades de Paisagem identificadas.
Trabalhamos com o problema de como planejar o desenvolvimento sócio-ambiental da área. A hipótese central que se propõe para resolver este problema é a de discutir propostas que conciliem conservação e desenvolvimento sócio-econômico das populações envolvidas direta e indiretamente; como a proposição da expansão da APA Municipal Capivari-Monos, ou a criação de uma nova APA, desde que observado o modelo de gestão paritário entre sociedade e poder público aplicado na primeira (BELLENZANI, 2000).
Foram observadas as relações e funções discutindo propostas de planejamento que integrem preservação das particularidades das comunidades e do meio ambiente locais com o desenvolvimento da metrópole. Além de contribuir para a divulgação do conhecimento e da consciência sócio-ambiental e se fazer presente como um apoio técnico, científico e humanístico sobre a região, já que não se tem conhecimento de muitos trabalhos acadêmicos dirigidos para as particularidades daquela área.
Por se tratar de um Trabalho de Graduação não aprofundamos o discurso analítico, principalmente quanto ao prognóstico, que poderá ser realizado em trabalhos futuros. O foco se deu principalmente em relação a caracterização dos elementos físico, biótico e antrópico para a identificação das Unidades de Paisagem.
No primeiro capítulo expomos a metodologia aplicada na pesquisa com a forma de análise dos resultados, os materiais e as técnicas de confecção dos produtos gerados neste Trabalho. No segundo capítulo localizamos a área de estudo, e expomos os limites propostos para a Área de Proteção Ambiental.
O Terceiro Capítulo é onde iniciamos as caracterizações, partindo da física ou geo-ecológica, onde são colocados a geologia (estrutura), o clima (processos), a geomorfologia e a pedologia, necessária para a identificação das Unidades Geo-Ecológicas. O elemento biótico é caracterizado no Quarto Capítulo, através da exposição da fauna e flora locais, necessários para a identificação das Unidades Biológicas.
No Quinto Capítulo iniciamos registrando toda a história de ocupação e formação do território e das populações locais, para depois caracterizarmos os Usos das Terras atualmente. Também discutimos um pouco sobre os principais eixos dos fluxos urbanos/rurais, para finalmente caracterizarmos as Unidades Antropogênicas.
O Sexto Capítulo é o principal produto do presente trabalho: as Unidades de Paisagem da área de estudo, fazendo-se uma pequena análise de seu prognóstico.
E finalmente concluímos este Trabalho no sétimo capitulo, colocando as nossas Conclusões Finais.



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¹ O controle de alterações do antigo site do autor <http://www.geocities.ws/geografeiro> foi perdido com o encerramento do portal geocities, portanto, não há como alterar as informações postadas lá.