“No fundo, todos nós, seres, somos energia, temos a mesma origem e teremos o mesmo fim”
Até que ponto o ser humano pode controlar o destino das coisas e seres? O filme Correndo Riscos¹ apresenta como uma tentativa de ampliar o diálogo do conhecimento acadêmico com outros grupos sociais, principalmente leigos, que não se utilizam de artigos da comunidade científica. Para isso, utiliza cenas de famosos filmes de ficção científica que abordam a temática da manipulação genética, também há diversos depoimentos de acadêmicos e especialistas.
Biotecnologia é a manipulação genética de diferentes fontes, por exemplo:
• Clonagem de animais;
• Alimentos mais resistentes;
• Manipulação de genes que podem causar determinada doença;
• Manipulação de genes de certa habilidade.
O conhecimento de genes e sua manipulação produzem seres selecionados antropicamente. No entanto, as conseqüências, ou efeitos colaterais, não são conhecidos. O grande risco é a possibilidade de se construir monstros híbridos de homens e animais ou vegetais e animais, a partir de fontes de diferentes origens.
Aceitar a ciência é um ato de fé, pois assim como na religião tem suas premissas. Ela não pode ter explicação ou comprovação para tudo. A fama e o dinheiro move as pessoas numa ambição em construir super-seres ou buscar a cura para doenças, independente das conseqüências.
Não é o fato de ser utópica que uma idéia não poder ser defendida, por exemplo, a sociedade do amor, da cultura da paz, da sustentabilidade. Mesmo tendo convicção de que ela pode não ser alcançada, tê-la como objetivo leva a ações e pensamentos mais pacíficos, amorosos e ecológicos. Para isso, alguns paradigmas precisam ser rompidos, como viver bem com menos, convivendo com a diversidade e suas limitações.
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¹ CORRENDO RISCOS. Direção Elízio Costa. Brasília: UnB-CDS, 2009. DVD.