Mostrando postagens com marcador unidades de conservação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador unidades de conservação. Mostrar todas as postagens

Vem aí o Próximo Congresso Mundial de Áreas Protegidas e Conservadas

Breve histórico dos congressos anteriores, temas para o próximo e importância das metas globais de biodiversidade

Cláudio C. Maretti; Mauro Oliveira Pires; Zornitza Aguilar; Guilherme Hissa Villas Boas; Luciano Régis Cardoso; Marcos Rugnitz Tito; Paula Bueno; Erika Guimarães; Helder H. de Faria; Kátia Torres Ribeiro; Camila Rodrigues; Geraldo Majela Moraes Salvio; Sandra A. Leite; Maria Cristina Weyland Vieira; Kátia Pisciotta; Karen Mustin; Mauro G. M. Cappellaro; Carlos Hiroo Saito; Carlos Eduardo Young; Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza; Bernardo Issa de Souza; Sueli Angelo Furlan; Guillermo Estupiñán; Bruna Locardi; Bruna Lima Ferreira; Rodrigo Martins dos Santos; Maurício de Alcântara Marinho; Raul Fontoura


Em outubro de 2025, no Congresso Mundial de Conservação, organizado pela UICN, realizado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, foi anunciado o Panamá como a sede do próximo Congresso Mundial de Áreas Protegidas e Conservadas, a ser realizado em setembro de 2027.

Os eventos globais desse tema são realizados pela Comissão Mundial de Áreas Protegidas (CMAP) e pelo Secretariado da UICN em intervalos aproximados de dez anos, desde a década de 1960. O último ocorreu em 2014, em Sidney, na Austrália. 

Assim, 35 anos depois de Caracas, em 1992, a América Latina volta a receber especialistas e interessados nesse assunto de todo o mundo.

As primeiras reflexões e propostas sobre o conteúdo temático para o próximo congresso já foram preparadas e apresentadas, em oficina internacional ocorrida no final de julho deste ano, na ilha de Vilm, norte da Alemanha. (Na qual autor principal participou.) Reflexões significativas levaram às questões sobre como promover a melhor conservação da natureza possível em um mundo repleto de incertezas quanto ao futuro, como ampliar a conservação eficaz de forma sustentável e como garantir direitos e fomentar maior envolvimento da sociedade nessa conservação. A partir dessas questões centrais, os resultados dessa oficina indicaram três eixos temáticos para o próximo congresso mundial, disponibilizados no artigo recentemente publicado: “Protected and conserved areas in a changing world: Key themes for a global response”. Indicamos, a seguir os eixos de forma resumida:

  1. Mudanças globais e biodiversidade: oportunidades e ameaças para áreas protegidas e conservadas (APCs);
  2. Ampliação da conservação eficaz: garantir os avanços e catalisar as ações para ampliação da escala de forma sustentável; e
  3. Conservação e pessoas: direitos, responsabilidades e relacionamentos (das sociedades com a natureza) em um mundo em mudança.   

(...)


(...)

Assim, para uma atualização dos conceitos e práticas nacionais, regionais e internacionais, há que se considerar várias frentes de atuação ou de interesse, tais como áreas conservadas urbanas, promoção da saúde e bem-estar, omecs, governança por comunidades tradicionais e povos indígenas, mecanismos financeiros que valorizam e reconhecem a sociobiodiversidade, áreas protegidas e conservadas marinhas, zonas transfronteiriças, eficácia de gestão, parcerias entre as esferas pública e privada, governança equitativa, recuperação ecológica, territórios indígenas e tradicionais, sistemas de áreas protegidas e conservadas, e a gestão integrada de regiões, entre muitos outros. 

Na atualidade, os desafios são cada vez mais numerosos, amplos e complexos: mudanças climáticas; crises econômicas; instabilidades políticas; mudanças em políticas públicas; disputa econômica por recursos naturais; e assim por diante. Dessa forma, considera-se cada vez mais importante a diversidade das áreas protegidas e conservadas para a resiliência ecológica, social e política de suas redes e sistemas. 

Historicamente as áreas protegidas e conservadas vêm sendo progressivamente ressignificadas, à luz das diversidades contextuais, evoluções históricas e especificidades regionais. Assim, considerando também os TITs e as atividades tradicionais, as APCs vêm se demonstrando claramente como os mecanismos dos mais eficazes para a conservação da natureza e a viabilização do acesso aos seus benefícios.

É a partir desse contexto que buscamos nos preparar para o próximo Congresso Mundial de Áreas Protegidas e Conservadas! Para isso planejamos desenvolver uma série de artigos de difusão, para os quais convidamos a colaborar especialistas, gestores, lideranças indígenas e comunitárias, representantes do setor privado, da sociedade civil, do Brasil e de outros países latino-americanos. Nosso objetivo é estimular trocas de conhecimentos e experiências, bem como contribuir para a construção de posições críticas e propositivas do Brasil sobre os rumos da conservação global a partir das áreas protegidas e conservadas. Colabore, proponha, participe!

O Brasil tem muito a mostrar, muito a cooperar e muito a aprender, para alcançar no país e promover na região e no mundo, resultados mais eficazes, equitativos e duradouros.

E no caminho do Panamá, temos o XII Seminário Brasileiro e o VII Encontro Latino-Americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (XII Sapis e VII Elapis), que ocorrerá de 18 a 22 de maio de 2026, na Universidade de Brasília (UnB)! Esse será um momento mais do que oportuno para debatermos temas recorrentes na agenda da conservação e da inclusão, com possibilidade de incluirmos temáticas mais contemporâneas que ainda estão em desenvolvimento, como, por exemplo, as omecs, a justiça ambiental, dentre outras.

Vamos, juntos, nos preparar e avançar para o próximo Congresso Mundial de Áreas Protegidas e Conservadas, no Panamá, em setembro de 2027!


______

Continue lendo...

Clique aqui para acessar o artigo na íntegra

Collaborative Conservation for Inclusive, Equitable, and Effective Systems of Protected and Conserved Areas

Insights from Brazil 


Baixe aqui o artigo de nosso banco de dados, ou clique aqui para acessar o artigo publicado no volume 15 da revista científica Sustainability, p. 16609, 2023. DOI https://doi.org/10.3390/su152416609. ISSN 2071-1050. 

Abstract

Protected and conserved areas (PCAs) are increasingly recognized as essential tools for their effectiveness in conservation and the benefits they provide. However, their challenges are still significant. The concepts, legislation, and governance surrounding PCAs are the results of social contexts. Due to the evolution of scientific knowledge, human rights, and diversified demands, new approaches are necessary to fulfill their functions. To better understand the context and possibilities, a study group was established to evaluate the current research, exchange experiences, guide dialogues, and identify lessons from experiences. The core of the experiences and cases considered and the reflections developed focused on the Brazilian context. This article analyzes the collected information and reflections related to several themes associated with challenges. The results reinforce the importance of PCAs but warn about the limitations of current conservation strategies to respond to social actors’ expectations, the needs of the vulnerable social groups, and evolving demands. The complexity of PCA systems is evident in view of the multiplicity of interests, potential contributions, and possibilities for participatory arrangements. There is a need to improve management and governance conceptions to promote the reconnection between society and nature. Therefore, the concept of collaborative conservation is proposed as an instrumental approach to advance towards inclusive and effective conservation strategies.


1. Introduction

As an introduction to their importance, context, and evolution, protected and conserved areas (PCAs) are considered essential tools for the biodiversity conservation agenda due to their high effectiveness with respect to nature conservation and the variety of other benefits they can provide [1,2,3,4,5,6,7,8]. Historically, several factors have influenced the shaping of spatial (or area-based) nature conservation tools, especially PCAs, as most important conservation strategies. Among those factors, conditioning the concepts and evolution of PCAs, are the history of ecosystem degradation and the evolving interests associated with the material and immaterial benefits of nature conservation (for example, those related to water supply, food security, wood exploitation, hunting, protection of scenic landscapes, recreation and tourism experiences, health promotion and psychological well-being, conditions for education and research, and mystic beliefs) [7,8,9]. More recently, in the context of the progressive loss of biodiversity, their importance and recognition have become even more evident, especially when considering their role in the new 2030 Kunming–Montreal Global Biodiversity Framework, which is an upgrade from the 2020 Aichi Targets [6,10,11]. Additionally, being among the nature-based solutions, PCAs tend to contribute to facing the consequences of climate change emergency and their mitigation [1,8,12]. And, they should similarly be considered important tools for social well-being, including for those commitments expressed in the 2030 Agenda and its 17 Sustainable Development Goals [13,14,15].
The definition of protected areas by the IUCN World Commission on Protected Areas is the most internationally accepted one, which is also aligned with the Convention on Biological Diversity (CBD). IUCN’s definition considers nature conservation as the main objective and includes references to the associated ecosystem services and cultural values. Brazil has a similar approach to defining PAs under national legislation (legally called unidades de conservação—UCs) (Law 9985/2000, Brazil; [16,17]).
However, PCAs are in a state of continuous transformation due to historical and social-economical-cultural contexts. Most technical and scientific documents refer to the origin of PCAs as the creation of the first national parks (NPs), considered emblematic of the modern protected area (PA) concept, while others recognize some previous efforts as part of the history of PCAs [9,18,19,20,21,22,23]. It is also important to consider, in recent decades, the change marks of ”New Paradigm” (of PAs), the Indigenous and community conserved areas (ICCAs), and the other area-based effective conservation mechanisms (OECMs), for example [6,8,22,23,24,25].
The 10th Conference of the Parties (CoP) of the CBD, in 2010, was essential in establishing global goals for PAs, as the Global Biodiversity Strategic Plan promoted the expansion of PCAs, particularly to the marine realm, although the expansion also continued in the continental areas as well [6,7,8,26,27]. Since 2010, the concept of OECMs (or conserved areas—CAs) has become more used, particularly with the definition in the CoP-14, in 2018, to recognize areas other than PAs that contribute to biodiversity conservation, and strengthened in the CBD Kunming–Montreal Target 3 [8,10,11,25].
Nevertheless, to introduce the problem considered in this article, conflicts have been a constant issue in the creation, declaration, and management of PCAs. Solutions may not have occurred quickly enough or not gone sufficiently far. At the same time that PCAs are demanded for new functions, their governance dynamics and management have not yet sufficiently responded to the expectations of the plurality of stakeholders around them (Decree 7747/2012, Brazil; [7,8,22,23,28,29,30]).
To better understand the related context and possibilities, a study group was established in Brazil to evaluate and learn from current research, experience, and dialogues. The main questions guiding that work were related to the diversity of realities of PCA management and governance (M&G) and their connections with the social diversity and its demands. To support the understanding of these demands, and beyond their importance for biodiversity and sociodiversity (or sociobiodiversity, as used in Brazil), the work here looks at the relationship with different social actors and how those relations can achieve improved effectiveness through better social support—therefore considering governance links to inclusiveness, equity, and effectiveness. The authors considered a general approach of the subject at the global level but had a main focus on the Brazilian context, searching for lessons learned with a broad interest that could open pathways for more inclusive, equitable, and effective PCAs. Furthermore, a key underlying problem of PCA governance is related to the challenges of obtaining further social support for PCAs to overcome the associated obstacles in order to achieve their management effectiveness ([10,11,22,23,28,30,31]; Decree 7747/2012, Brazil).
In this context, this article is based on the analysis and systematization of the literature and the accumulated experience of PCA management practitioners, researchers, and other social actors, such as members of Indigenous peoples and traditional and local communities, as a means of contributing to a sound definition and implementation of PCA-related strategies. In order to do that, it proposes and evaluates the contribution of the concept of collaborative collaboration across several topics related to PCAs.


Table 1. Workflow of the GECCAP (study group).
PhasesActivities
EstablishmentStudy group establishment (100 + active participants) (After inviting management practitioners, researchers, and community members—some 200–300).
Definition of subthemes and establishment of subgroups (from preliminary ideas of subthemes—more than 40).
Studies and workshopsStudies by subgroups: bibliographical studies; exchange of experiences; and dialogues with complementary social actors.
Monthly guided interactions in the larger study group.
Guided workshops (15), including: recommended bibliography offered; presentations; invited guests; and broader dialogues.
Workshops recorded and synthetic written reports available. Internal workshops evaluation.
ComplementsComplementary workshops and dialogues, as well as technical and academic collaborative reports and papers. Social media.
AnalysesBy the leaders of thematic subgroups and coordinators of the study group.

(...)
Figure 2. Social understandings and support to PCA systems.

5. Conclusions

This article’s analyses show the assumptions, foundations, and insights that must be considered to overcome the difficulties and challenges, in addition to bringing practical and innovative proposals, to move forward in order to achieve equitable, inclusive, and effective PCA systems. As the focus of the GECCAP was concentrated in Brazil, these analyses consider the international scene, and although the conclusions here presented are directly applied to Brazilian PCA M&G, the authors propose that the concept presented below and the following recommendations are considered as possibly valid in other regional, national, and local contexts.
The results presented throughout this article show that PCAs are part of complex systems and are very important, not only to ensure the maintenance of ecosystem services and biodiversity, but for the promotion of a good quality of social life as well as a multiplicity of society–nature connections for a broad array of social actors. The concepts and practice of PCA M&G are constantly evolving and should be considered as socio-cultural constructs, embedded in their historical and regional and socio-economic contexts. In recent decades, better approaches have been developed with respect to rights recognition, the inclusion of social actors, good governance, inclusiveness, and equity. PCAs and their systems have progressively been incorporating new functions, such as facing the consequences of climate change. Additionally, there is increasing recognition of other benefits, such as those related to the promotion of human health and well-being and the consideration of cultural values. But these are not enough to meet current and future needs (Figure 2).
Even when considering the NP paradigm as the beginning of the modern PA concept, it is imperative to pay more attention to what occurred before its inception, and what was occurring in parallel to or outside this model. With respect to broader spatial conservation strategies, there is currently a need for the best possible integrated approach, with a good understanding of the differences and the maximum consideration for their complementarities, taking particular note of the New Paradigm (of PAs), ICCAs, local PCAs, and now OECMs.
PCAs must receive further and better economic, political, and, above all, social support, taking into consideration the multiplicity of partnership models with diverse stakeholders in multiple arrangement models. For that, the greater recognition, understanding, and participation of IPTCs in activities related to nature conservation, especially with respect to their interaction with PCAs, can help researchers, as well as governmental and non-governmental agents, to apprehend and develop new, more collaborative solutions.
Also, the science related to PCAs must evolve in order to understand the new paradigms and the complexity of M&G of PCAs and their systems. In this sense, through scientific and technical analyses, reports, and guidelines, PCA systems should be considered as integrated functioning systems consisting of complex, integrated, and functioning structures and processes.
The strategies promoting the reconnection between nature and society (and opening possibilities for reconnection with other human beings and social groups) is key to increasing awareness about the importance of nature and could potentially trigger actions related to its conservation and the better use of natural resources. However, these aspects need to be considered in social networks in order to make real the necessary collective societal change. The sense of community needs to be built in connection with the PCAs and the benefits arising from conserved nature. Related processes should include dialogue among different types of knowledge. The decolonization of thought and speech, including taking a strong position against all discrimination, such as that related to gender, race, age, disability, and others, is a must.
Considering the results, the discussions, and the concluding remarks above, it is clear that the experiences, dialogues, studies, reflections, and insights compiled herein explored the contexts and evolution of different kinds, models, and possibilities of PCAs. And, additionally, these showed the importance of considering integrated PCA functioning systems. Also, the relationships between PCAs and a diversity of conditions and social groups’ interests were explored in some depth. The main rationale advocated in this approach has considered the real or practical effectiveness of nature conservation as being strongly dependent on social, economic, political, and cultural support. In this sense, good results can only be achieved through engagement with society in all its diversity. This is only possible when PCA systems respond to the diverse interests of social groups inclusively and equitably.
Based upon this, the concept of collaborative conservation, as instrumental for the promotion of more equitable, inclusive, and effective PCA systems, can be understood as being a combination of elements, including: (i) the recognition of the strong diversification of the interests of social actors in nature conservation (going beyond classical PCA management program approaches, such as those related to visitation, academic biodiversity research, enforcement, patrolling, administration, etc., including, for instance, cultural values, health benefits, and resilience facing the climate emergency); (ii) the comprehension that PCA management includes multiple de facto partnership arrangements (official or not) with different types of organizations and social actors (rather than monolithic management on the part of a single governmental institution or other, a similar governance type); and (iii) the need to update and renew M&G approaches on the basis of adequate concepts and priorities, better responding to the diverse interests of social groups, not only with the aim of achieving more democratic systems, but also in order to promote further social engagement with respect to their support by means of more inclusive and effective PCA systems. Those elements of collaborative conservation need to be combined with a renewed approach to PCA M&G concepts and practices and the understanding of the complexity of functional PCA systems, through the comprehension and perceptions by social groups through the potential benefits of PCAs and nature conserved.
Evidence concerning the contribution of the concept of collaborative conservation in making the M&G of individual and systems of PCAs M&G more equitable, inclusive, and effective was presented in this work. Nevertheless, this is the beginning of an improved understanding of the revised conceptualization of these systems. Therefore, further consideration, applications, reflections, and research about the concept of collaborative conservation should promote the needed renovation in the concepts related to PCAs and their systems.

___________

Continue lendo...

Clique aqui para baixar o artigo de nosso banco de dados.

Clique aqui para acessar o artigo publicado no volume 15 da revista científica Sustainability, p. 16609, 2023. DOI https://doi.org/10.3390/su152416609. ISSN 2071-1050. 

Vozes dos Biomas

Geobiodiversidade em áreas protegidas na Mata Atlântica


Você já ouviu falar sobre geobiodiversidade? E neste contexto, qual papel as unidades de conservação e terras indígenas tem exercido para a conservação da Mata Atlântica e quais pressões sofrem na atualidade?



Caso o vídeo não esteja a disposição acima, clique na frase "assistir no Youtube" que aparece no centro quadro negro, ou acesse <https://www.youtube.com/watch?v=NuTX3vENLMs> diretamente no canal da jornalista Sucena Shkrada Resk.


138ª entrevista do programa Vozes dos Biomas do Blog Cidadãos do Mundo, conduzida pela pela jornalista Sucena Shkrada Resk.

Futuro Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva tem sua área de implantação sinalizada

Implantação do PNM Cabeceiras do Aricanduva está prevista no Programa de Metas 2021-24. Uma nova Unidade de Conservação Municipal relevante como corredor ecológico na zona leste da cidade de São Paulo.



Foi dado um passo precioso nesta segunda quinzena de agosto, rumo à implantação do Parque Natural Municipal (PNM) Cabeceiras do Aricanduva, na zona leste de São Paulo, através do Projeto Demarca. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), com o apoio da Guarda Civil Metropolitana, colocou as placas do futuro parque, sinalizando um importante patrimônio ambiental da cidade.

A implantação do PNM Cabeceiras do Aricanduva, está no Programa de Metas da Prefeitura (Meta 63), tem previsão de ser entregue à população dentro da gestão do prefeito Ricardo Nunes, será a 11ª Unidade de Conservação (UC) Municipal, o 7º Parque Natural Municipal e o segundo desta categoria na zona leste.



A área planejada para essa unidade de conservação tem mais de 250 hectares (duas vezes o Parque Ibirapuera), abrangendo territórios nas Subprefeituras de Cidade Tiradentes e de São Mateus. Foram sinalizados 100 mil m² na Cidade Tiradentes, área correspondente ao Núcleo Nascentes I, primeira etapa da implantação do parque natural e que em breve receberá as obras para instalar a unidade de conservação.

O local conta com importantes atributos naturais que serão protegidos e recuperados, especialmente sua rica vegetação remanescente da Mata Atlântica e sua biodiversidade, além das nascentes dos córregos que deságuam no Vale do Rio Aricanduva. O parque, ao proteger os sistemas naturais prestará um importante serviço ambiental para a cidade, tanto no controle das cheias do Rio Aricanduva quanto na preservação dos sistemas naturais de grande importância para o enfrentamento das mudanças climáticas.

É parte de um corredor ecológico de preservação do Bioma Mata Atlântica que permitirá a conexão e intensificará o fluxo gênico de espécies – ou seja, a propagação de vegetais e animais entre o PNM Cabeceiras do Aricanduva com o PNM Fazenda do Carmo, assim como entre os fragmentos existentes no extremo leste e nos municípios adjacentes.

Foram registradas nesse local, 319 espécies de plantas vasculares, sendo 295 angiospermas, 3 gimnospermas e 21 pteridófitas, sendo que 7 delas estão ameaçadas de extinção. Em relação aos animais, há registro de 44 espécies de aves e 1 mamífero (sagui). Destacam-se quatro aves endêmicas da Mata Atlântica, como o tucano-de-bico-verde, o periquito-rico, a choca-da-mata e o tiê-preto, registros estes dos levantamentos preliminares feitos pelas equipes do Herbário Municipal e da Divisão da Fauna Silvestre, ambos de SVMA.


Em 2022, serão iniciados os trabalhos para elaboração do Plano de Manejo, com o levantamento mais detalhado de informações dos meios biótico, físico e socioeconômico.



O Núcleo Nascentes I do PNM Cabeceiras do Aricanduva, em Cidade Tiradentes, contará com um edifício administrativo e de apoio, estacionamento, largo de entrada e espaço destinado à recuperação, preservação e conservação ambiental, além das áreas de recreação e de trilhas.

A comunidade local ganhará um espaço público para atividades de recreação e de contemplação da natureza e o PNM, ao atrair públicos da cidade como um todo, desenvolverá a economia local, com demanda de serviços voltados ao turismo de conservação ambiental.

Será importante a população local participar do Conselho Gestor do PNM, que já deverá ter início em 2022, apoiando o poder público na gestão desse importante espaço público, especialmente na interlocução com os diversos setores que ela melhor conhece, agregando diferentes interesses, muitas das vezes conflitantes com a preservação fazendo com que o PNM seja um indutor de melhoria da qualidade de vida para todos.

As pessoas já podem contribuir com o espaço, observando a demarcação realizada com a instalação das placas e ajudar a coibir ações danosas ao meio ambiente, como depósito de resíduos, caça e ocupação irregular. A GCM deve ser acionada para denúncias, na Inspetoria Aricanduva/Vila Formosa, pelos telefones 2296-8981, 2295-9953 e o plantão 2091-0677.



__________
Notícia originalmente publicada no site da Prefeitura de São Paulo, em 09/09/2021.


Importância das APAs para o fortalecimento socioambiental

O caso do município de São Paulo  


Apresentado no painel Equidade nos Sistemas de Áreas Protegidas e Conservadas Locais: Conceitos, Exemplos e Desafios, organizado pelo V Encontro Latino-americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social - ELAPIS, em novembro de 2021.


Encontra-se a partir do momento 01:06:00 no vídeo abaixo:



El tema de la equidad es fundamental en los días actuales, más que nunca en la conservación. Por un lado, tenemos la importancia de las áreas para conservación de la biodiversidad y manutención de los servicios de los ecosistemas. Por otro, tenemos que seguir avanzando en el respecto a los derechos, sociales – de las mujeres, de las poblaciones urbanas vulnerables, de los pueblos indígenas y comunidades tradicionales, de los portadores de necesidades especiales, entre otros. Es decir, para el buen vivir, necesitamos más y mejores áreas protegidas y conservadas, pero ellas no pueden ser instrumento de incremento de las diferencias sociales y económicas y de no respecto a la diversidad social.

Asimismo, para el buen vivir, considerando, por ejemplo, la promoción del bienestar y de la salud y la resiliencia a los cambios climáticos, el tema del acceso a los beneficios de la naturaleza por parte de los grupos sociales más vulnerables en las ciudades es cada vez más importante. El acceso a los beneficios de la naturaleza protegida y conservada también es uno de los derechos humanos fundamentales.

La gobernanza equitativa de los sistemas de áreas protegidas y conservadas (u otras medidas eficaces espaciales de conservación - omecs) es uno de los criterios (o condiciones) de la Meta Aichi 11, del Plan Estratégico Global de Biodiversidad 2011-2020. Sin embargo, probablemente el criterio sobre lo cual tenemos menos instrumentos de seguimiento y menos evaluaciones de los avances, sobre todo en términos de sistemas de áreas protegidas y conservadas, pese ser uno de los más importantes.

Es necesario que el nuevo acuerdo esperado para la Conferencia de las Naciones Unidas sobre la Diversidad Biológica (“CBD CoP-15”), reprogramada para octubre de este año, también tome en consideración la necesidad de considerar los principios de equidad en la gobernanza de las áreas protegidas y conservadas.

Hoy día, no es más aceptable que la creación, la planificación y la gestión de las áreas protegidas y sus conjuntos y sistemas no considere el respeto a derechos y no tenga la preocupación de reducción de las desigualdades sociales. Para eso, nuevos modelos (¿o paradigmas?) de conservación deben ser fomentados y es importante que las experiencias y las lecciones aprendidas puedan ser compartidas. Con ese evento, se busca darles visibilidad y reconocimiento a las buenas prácticas de gestión y gobernanza equitativa de sistemas locales de áreas protegidas y conservadas, de la región de Latinoamérica y el Caribe, además de reflexionar sobre avances, desafíos y potenciales caminos para su replicación cada vez más.

 


Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo

Material técnico que contou com participação de Rodrigo Martins dos Santos quando ocupava cargo de Assistente Técnico da Seção Técnica de Unidades de Conservação da SVMAPor ser material de caráter público não sigiloso, sua divulgação é garantida pela Lei 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação).

Parques Naturais Municipais no Entorno do Rodoanel

Material técnico que contou com participação de Rodrigo Martins dos Santos quando ocupava cargo de Assistente Técnico da Seção de Unidades de Conservação da SVMAPor ser material de caráter público não sigiloso, sua divulgação é garantida pela Lei 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação).


Parque Natural Municipal da Cratera de Colônia

Material técnico que contou com participação de Rodrigo Martins dos Santos quando ocupava cargo de Assistente Técnico da Seção Técnica de Unidades de Conservação da SVMAPor ser material de caráter público não sigiloso, sua divulgação é garantida pela Lei 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação).


Sobreposição de unidades de conservação

uma alternativa para o alcance de maior eficiência na proteção da biodiversidade
Mestrado em Direito - UniCEUB
Marcia Maria Macedo Franco


A consultoria para essa pesquisa de doutorado, realizada em 2014, consistiu na produção dos seguintes mapas e levantamento de dados referentes à confecção deles:

Para ter acesso à dissertação na qual estão inseridos os referido mapas, acesse aqui.

Ministério do Meio Ambiente - MMA


Entre 05 de junho de 2009 e 04 de junho de 2014 o geógrafo Rodrigo Martins dos Santos prestou serviços no Ministério do Meio Ambiente em Brasília atuando no cargo de Especialista - nível V (superior com pós-graduação e experiência na área ambiental), da área de Geografia, subárea de Agrimensura.


Durante esses cinco anos, trabalhou quatro no Cadastro Nacional de Florestas Públicas do Serviço Florestal Brasileiro, e um no Departamento de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas.


A seguir, consulte parte do material técnico que contou com a participação do referido geógrafo: