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Índice Biosampa 2023

28 indicadores da biodiversidade paulistana, serviços ecossistêmicos e governança relacionada


Rodrigo Martins dos Santos
Patrícia do Prado Oliveira
Mateus de Almeida Prado Sampaio


APRESENTAÇÃO 

A Prefeitura de São Paulo, ciente de seu papel na conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos urbanos, apresenta novas contribuições para a construção de uma agenda ambiental global voltada para cidades sustentáveis. 
Os indicadores de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e governança reunidos neste documento seguem a metodologia do Índice de Biodiversidade da Cidade (IBC), recomendada pela Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU para comparação entre cidades. Esta edição, baseada na versão atualizada do IBC (CHAN et al., 2021), conta com 28 indicadores, incluindo novos elementos, revisões de indicadores anteriores e a exclusão de alguns itens. 
O Biosampa 2023 reflete os esforços da Prefeitura, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, para alcançar as metas de Aichi e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, contribuindo para mitigar os impactos das mudanças climáticas.




INTRODUÇÃO

A edição 2023 do Índice Biosampa atualiza, com dados recentes, os indicadores de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e governança relacionados à cidade de São Paulo, permitindo comparações internas e entre cidades que utilizam a mesma metodologia. Esse índice, proposto na COP da CDB-ONU em 2008, foi discutido em Curitiba (2009) e adotado oficialmente na COP de Nagoia (2010). 
A presente edição segue a metodologia revisada do Índice de Biodiversidade da Cidade (IBC), ou Singapore Index (CHAN et al., 2021), traduzida em cada indicador, permitindo avaliar e planejar estratégias para conservar e recuperar a biodiversidade. O uso do IBC, adotado por mais de 40 cidades, incluindo Bruxelas, Edmonton e Yokohama, promove diálogo entre administrações urbanas e permite identificar disparidades entre subprefeituras paulistanas. 
O IBC reflete preocupações urbanas globais frente ao rápido crescimento populacional, que ameaça a biodiversidade. Administrar ecossistemas urbanos beneficia tanto os moradores quanto a biodiversidade, além de mitigar impactos das mudanças climáticas. Cidades, embora frequentemente subestimadas em relação à biodiversidade, oferecem serviços ecossistêmicos cruciais, como regulação da água, do ar e da temperatura, armazenamento de carbono, e oportunidades recreativas e educacionais. 
Esta quinta edição do Biosampa incorpora dados atualizados de diversos setores da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, além de oito novos indicadores relacionados a temas como restauração de habitats, bem-estar em parques, segurança alimentar, capital natural, gestão verde-azul, mudanças climáticas, soluções baseadas na natureza e ciência comunitária, todos alinhados à revisão do IBC em 2021.

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Clique aqui para baixar a publicação do Biosampa 2023 a partir de nossa base de dados.

Também disponível para download através da Biblioteca Digital da SVMA;

Índice Biosampa 2022

23 indicadores da biodiversidade paulistana, serviços ecossistêmicos e governança relacionada


Rodrigo Martins dos Santos
Patrícia do Prado Oliveira


APRESENTAÇÃO 

A administração da cidade de São Paulo, consciente de seu relevante papel para a conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos em áreas urbanas, novamente apresenta contribuições para a construção de uma agenda ambiental global que busque o estabelecimento de cidades realmente sustentáveis. 

A construção dos indicadores de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e governança relacionada aqui reunidos está alinhada com a metodologia Índice de Biodiversidade da Cidade recomendada pela Convenção sobre Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas como parâmetro de medição e comparação entre diversas cidades pelo mundo. 

O presente relatório apresenta dados do ano de 2022 em continuação às medições publicadas desde 2019, mantendo os resultados em escala intramunicipal, a partir da edição de 2020.

Assim, aqui está reunida parte dos esforços que a Prefeitura da Cidade de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, compromissada com as metas de Aichi e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, vem dedicando para minorar os efeitos decorrentes da mudança climática global.




INTRODUÇÃO

O objetivo desta edição é atualizar, com dados de 2022, os indicadores de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e governança relacionada na Cidade de São Paulo, bem como tornar possível a comparação intramunicipal e entre cidades que utilizam a mesma metodologia. 

Ele foi construído seguindo a metodologia “Índice de Biodiversidade da Cidade” (City Biodiversity Index) – IBC, também conhecida como Singapore Index on Cities’ Biodiversity (CHAN et al., 2014), do qual foi realizada a tradução de cada indicador, que se encontra no item “A” (texto colorido) de cada um deles. Este índice foi adotado pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU) como um instrumento de medição e comparação da biodiversidade em cidades. A partir dele é possível compreender o estado e evolução dos indicadores para subsidiar o planejamento de estratégias para a sua conservação e recuperação. 

Esse índice foi proposto em 2008 na Conferência das Partes (COP) da CDB-ONU em Bonn, Alemanha. Em 2009, foi amplamente discutido na COP que ocorreu em Curitiba, Brasil. E, em 2010, foi definitivamente adotado pela CDB na COP ocorrida em Nagoia, Japão. 

Essa preocupação tornou-se evidente nos debates entre as diversas administrações de cidades pelo mundo devido ao vertiginoso crescimento da população urbana nas últimas décadas, ameaçando cada vez mais a biodiversidade do mundo. Isso coloca as administrações locais em um importante patamar para a execução de políticas ligadas à conservação. O uso efetivo da terra e o gerenciamento de ecossistemas naturais nas áreas urbanas são benéficos para os moradores e para a biodiversidade que existe dentro da cidade e no seu entorno, além de contribuir para a minimização dos impactos gerados pela emergência climática que o planeta está passando. Portanto, as cidades devem fazer parte da solução para conter a perda global de biodiversidade e serviços ecossistêmicos. 

É comum presumir que as áreas urbanas sejam desprovidas de flora e fauna, mas de fato, após metódicas observações, a realidade é que muitas cidades possuem uma rica biodiversidade, independentemente da localização geográfica e do clima. Os serviços ecossistêmicos que a biodiversidade urbana fornece à área local são inúmeros e muitas vezes subvalorizados. Além da estética, os ecossistemas regulam o suprimento e a qualidade da água, do ar e do solo, e moderam a temperatura ambiente. O suprimento de água é sustentado por ecossistemas naturais que armazenam e purificam a água. A vegetação urbana reabastece o oxigênio, retém o carbono, absorve a radiação solar, reduz a poluição do ar, mantém o equilíbrio hídrico e regula a temperatura da superfície nas paisagens urbanas por meio de sombreamento e evapotranspiração. Parques e áreas protegidas oferecem oportunidades recreativas e educacionais aos residentes e contribuem para a habitabilidade de uma cidade. 

Nesta quarta edição do índice BIOSAMPA foram atualizados dados produzidos por diversos setores da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e seus parceiros. Todos os indicadores têm o ano de 2022 como referência. 

A escolha do IBC da CDB-ONU como metodologia para a Cidade de São Paulo se deu tendo em vista que mais de 40 cidades pelo mundo já o utilizaram, como Curitiba (Brasil), Singapura (Singapura), Lisboa (Portugal), Bruxelas (Bélgica), Helsinki (Finlândia), Edmonton (Canadá), Yokohama (Japão) e Mira-Bhayander (Índia). Dessa forma, será uma oportunidade de aproximação metodológica e de diálogo entre as respectivas administrações urbanas, além do melhor entendimento da disparidade entre subprefeituras.

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Índice Biosampa 2021

 23 indicadores da biodiversidade paulistana, serviços ecossistêmicos e governança relacionada


Rodrigo Martins dos Santos
Mariana Mendes de Sousa


APRESENTAÇÃO


A administração da cidade de São Paulo, consciente de seu relevante papel para a conservação da biodiversidade e serviços ecossistêmicos em áreas urbanas, novamente apresenta contribuições para a construção de uma agenda ambiental global que busque o estabelecimento de cidades realmente sustentáveis. A construção dos indicadores de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e governança relacionada aqui reunidos está alinhada com a metodologia Índice de Biodiversidade da Cidade recomendada pela Convenção sobre Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas como parâmetro de medição e comparação entre diversas cidades pelo mundo. O presente relatório apresenta dados do ano de 2021 – marcado pela pandemia da COVID-19 – em continuação às medições publicadas nos anos de 2019 e 2020. Mantendo a inovação da edição de 2020, que são os resultados na escala intramunicipal. Assim, aqui está reunida parte dos esforços que a Prefeitura da Cidade de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, compromissada com as metas de Aichi e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, vem dedicando para minorar os efeitos decorrentes da mudança climática global.



INTRODUÇÃO

O objetivo desta edição é atualizar, com dados de 2021, os indicadores de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e governança relacionada na Cidade de São Paulo, bem como tornar possível a comparação intramunicipal e entre cidades que utilizam a mesma metodologia. 

Ele foi construído seguindo a metodologia “Índice de Biodiversidade da Cidade” (City Biodiversity Index) – IBC, também conhecida como Singapore Index on Cities’ Biodiversity (CHAN et al., 2014), do qual foi realizada a tradução de cada indicador, que se encontra no item “A” (texto colorido) de cada um deles. Este índice foi adotado pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU) como um instrumento de medição e comparação da biodiversidade em cidades. A partir dele é possível compreender o estado e evolução dos indicadores para subsidiar o planejamento de estratégias para a sua conservação e recuperação. 

Esse índice foi proposto em 2008 na Conferência das Partes (COP) da CDB-ONU em Bonn, Alemanha. Em 2009, foi amplamente discutido na COP que ocorreu em Curitiba, Brasil. E em 2010, foi definitivamente adotado pela CDB na COP ocorrida em Nagoia, Japão. 

Essa preocupação tornou-se evidente nos debates entre as diversas administrações de cidades pelo mundo devido ao vertiginoso crescimento da população urbana nas últimas décadas, ameaçando cada vez mais a biodiversidade do mundo. Isso coloca as administrações locais em um importante patamar para a execução de políticas ligadas à conservação. O uso efetivo da terra e o gerenciamento de ecossistemas naturais nas áreas urbanas podem ser benéficos para os moradores e para a biodiversidade que existe dentro da cidade e no seu entorno. Além de contribuir para a minimização dos impactos gerados pela emergência climática que o planeta está passando. Portanto, as cidades devem fazer parte da solução para conter a perda global de biodiversidade e serviços ecossistêmicos. 

É comum presumir que as áreas urbanas sejam desprovidas de flora e fauna. Mas de fato, após metódicas observações, a realidade é que muitas cidades possuem uma rica biodiversidade, independentemente da localização geográfica e do clima. Os serviços ecossistêmicos que a biodiversidade urbana fornece à área local são inúmeros e muitas vezes subvalorizados. Além da estética, os ecossistemas regulam o suprimento e a qualidade da água, do ar e do solo, e moderam a temperatura ambiente. O suprimento de água é sustentado por ecossistemas naturais que armazenam e purificam a água. A vegetação urbana reabastece o oxigênio, retém o carbono, absorve a radiação solar, reduz a poluição do ar, mantém o equilíbrio da água e regula a temperatura da superfície nas paisagens urbanas por meio de sombreamento e evapotranspiração. Parques e áreas protegidas oferecem oportunidades recreativas e educacionais aos residentes e contribuem para a habitabilidade de uma cidade. 

Nesta terceira edição do índice BIOSAMPA foram atualizados dados produzidos por diversos setores da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e seus parceiros. Com exceção do mapeamento da vegetação, cujo ano de referência é 2017, todos os indicadores têm o ano de 2021 como referência. Além disso, alguns dos resultados desta edição sofreram impacto do isolamento social decorrido da pandemia do novo Coronavírus. 

A escolha do IBC da CDB-ONU como metodologia para a Cidade de São Paulo se deu tendo em vista que mais de 40 cidades pelo mundo já o utilizaram, como Curitiba (Brasil), Singapura (Singapura), Lisboa (Portugal), Bruxelas (Bélgica), Helsink (Finlândia), Edmonton (Canadá), Yokohama (Japão) e Mira-Bhayander (Índia). Dessa forma, será uma oportunidade de aproximação metodológica e de diálogo entre as respectivas administrações urbanas, além do melhor entendimento da disparidade entre subprefeituras.


Clique aqui para baixar a publicação do Biosampa 2021 a partir de nossa base de dados.

Também disponível para download através da Biblioteca Digital da SVMA;

 
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Material técnico que contou com a coordenação técnica de Rodrigo Martins dos Santos quando ocupava cargo de Diretor da Divisão de Patrimônio Ambiental da SVMA. Por ser material de caráter público não sigiloso, sua divulgação é garantida pela Lei 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação).











Collaborative Conservation for Inclusive, Equitable, and Effective Systems of Protected and Conserved Areas

Insights from Brazil 


Baixe aqui o artigo de nosso banco de dados, ou clique aqui para acessar o artigo publicado no volume 15 da revista científica Sustainability, p. 16609, 2023. DOI https://doi.org/10.3390/su152416609. ISSN 2071-1050. 

Abstract

Protected and conserved areas (PCAs) are increasingly recognized as essential tools for their effectiveness in conservation and the benefits they provide. However, their challenges are still significant. The concepts, legislation, and governance surrounding PCAs are the results of social contexts. Due to the evolution of scientific knowledge, human rights, and diversified demands, new approaches are necessary to fulfill their functions. To better understand the context and possibilities, a study group was established to evaluate the current research, exchange experiences, guide dialogues, and identify lessons from experiences. The core of the experiences and cases considered and the reflections developed focused on the Brazilian context. This article analyzes the collected information and reflections related to several themes associated with challenges. The results reinforce the importance of PCAs but warn about the limitations of current conservation strategies to respond to social actors’ expectations, the needs of the vulnerable social groups, and evolving demands. The complexity of PCA systems is evident in view of the multiplicity of interests, potential contributions, and possibilities for participatory arrangements. There is a need to improve management and governance conceptions to promote the reconnection between society and nature. Therefore, the concept of collaborative conservation is proposed as an instrumental approach to advance towards inclusive and effective conservation strategies.


1. Introduction

As an introduction to their importance, context, and evolution, protected and conserved areas (PCAs) are considered essential tools for the biodiversity conservation agenda due to their high effectiveness with respect to nature conservation and the variety of other benefits they can provide [1,2,3,4,5,6,7,8]. Historically, several factors have influenced the shaping of spatial (or area-based) nature conservation tools, especially PCAs, as most important conservation strategies. Among those factors, conditioning the concepts and evolution of PCAs, are the history of ecosystem degradation and the evolving interests associated with the material and immaterial benefits of nature conservation (for example, those related to water supply, food security, wood exploitation, hunting, protection of scenic landscapes, recreation and tourism experiences, health promotion and psychological well-being, conditions for education and research, and mystic beliefs) [7,8,9]. More recently, in the context of the progressive loss of biodiversity, their importance and recognition have become even more evident, especially when considering their role in the new 2030 Kunming–Montreal Global Biodiversity Framework, which is an upgrade from the 2020 Aichi Targets [6,10,11]. Additionally, being among the nature-based solutions, PCAs tend to contribute to facing the consequences of climate change emergency and their mitigation [1,8,12]. And, they should similarly be considered important tools for social well-being, including for those commitments expressed in the 2030 Agenda and its 17 Sustainable Development Goals [13,14,15].
The definition of protected areas by the IUCN World Commission on Protected Areas is the most internationally accepted one, which is also aligned with the Convention on Biological Diversity (CBD). IUCN’s definition considers nature conservation as the main objective and includes references to the associated ecosystem services and cultural values. Brazil has a similar approach to defining PAs under national legislation (legally called unidades de conservação—UCs) (Law 9985/2000, Brazil; [16,17]).
However, PCAs are in a state of continuous transformation due to historical and social-economical-cultural contexts. Most technical and scientific documents refer to the origin of PCAs as the creation of the first national parks (NPs), considered emblematic of the modern protected area (PA) concept, while others recognize some previous efforts as part of the history of PCAs [9,18,19,20,21,22,23]. It is also important to consider, in recent decades, the change marks of ”New Paradigm” (of PAs), the Indigenous and community conserved areas (ICCAs), and the other area-based effective conservation mechanisms (OECMs), for example [6,8,22,23,24,25].
The 10th Conference of the Parties (CoP) of the CBD, in 2010, was essential in establishing global goals for PAs, as the Global Biodiversity Strategic Plan promoted the expansion of PCAs, particularly to the marine realm, although the expansion also continued in the continental areas as well [6,7,8,26,27]. Since 2010, the concept of OECMs (or conserved areas—CAs) has become more used, particularly with the definition in the CoP-14, in 2018, to recognize areas other than PAs that contribute to biodiversity conservation, and strengthened in the CBD Kunming–Montreal Target 3 [8,10,11,25].
Nevertheless, to introduce the problem considered in this article, conflicts have been a constant issue in the creation, declaration, and management of PCAs. Solutions may not have occurred quickly enough or not gone sufficiently far. At the same time that PCAs are demanded for new functions, their governance dynamics and management have not yet sufficiently responded to the expectations of the plurality of stakeholders around them (Decree 7747/2012, Brazil; [7,8,22,23,28,29,30]).
To better understand the related context and possibilities, a study group was established in Brazil to evaluate and learn from current research, experience, and dialogues. The main questions guiding that work were related to the diversity of realities of PCA management and governance (M&G) and their connections with the social diversity and its demands. To support the understanding of these demands, and beyond their importance for biodiversity and sociodiversity (or sociobiodiversity, as used in Brazil), the work here looks at the relationship with different social actors and how those relations can achieve improved effectiveness through better social support—therefore considering governance links to inclusiveness, equity, and effectiveness. The authors considered a general approach of the subject at the global level but had a main focus on the Brazilian context, searching for lessons learned with a broad interest that could open pathways for more inclusive, equitable, and effective PCAs. Furthermore, a key underlying problem of PCA governance is related to the challenges of obtaining further social support for PCAs to overcome the associated obstacles in order to achieve their management effectiveness ([10,11,22,23,28,30,31]; Decree 7747/2012, Brazil).
In this context, this article is based on the analysis and systematization of the literature and the accumulated experience of PCA management practitioners, researchers, and other social actors, such as members of Indigenous peoples and traditional and local communities, as a means of contributing to a sound definition and implementation of PCA-related strategies. In order to do that, it proposes and evaluates the contribution of the concept of collaborative collaboration across several topics related to PCAs.


Table 1. Workflow of the GECCAP (study group).
PhasesActivities
EstablishmentStudy group establishment (100 + active participants) (After inviting management practitioners, researchers, and community members—some 200–300).
Definition of subthemes and establishment of subgroups (from preliminary ideas of subthemes—more than 40).
Studies and workshopsStudies by subgroups: bibliographical studies; exchange of experiences; and dialogues with complementary social actors.
Monthly guided interactions in the larger study group.
Guided workshops (15), including: recommended bibliography offered; presentations; invited guests; and broader dialogues.
Workshops recorded and synthetic written reports available. Internal workshops evaluation.
ComplementsComplementary workshops and dialogues, as well as technical and academic collaborative reports and papers. Social media.
AnalysesBy the leaders of thematic subgroups and coordinators of the study group.

(...)
Figure 2. Social understandings and support to PCA systems.

5. Conclusions

This article’s analyses show the assumptions, foundations, and insights that must be considered to overcome the difficulties and challenges, in addition to bringing practical and innovative proposals, to move forward in order to achieve equitable, inclusive, and effective PCA systems. As the focus of the GECCAP was concentrated in Brazil, these analyses consider the international scene, and although the conclusions here presented are directly applied to Brazilian PCA M&G, the authors propose that the concept presented below and the following recommendations are considered as possibly valid in other regional, national, and local contexts.
The results presented throughout this article show that PCAs are part of complex systems and are very important, not only to ensure the maintenance of ecosystem services and biodiversity, but for the promotion of a good quality of social life as well as a multiplicity of society–nature connections for a broad array of social actors. The concepts and practice of PCA M&G are constantly evolving and should be considered as socio-cultural constructs, embedded in their historical and regional and socio-economic contexts. In recent decades, better approaches have been developed with respect to rights recognition, the inclusion of social actors, good governance, inclusiveness, and equity. PCAs and their systems have progressively been incorporating new functions, such as facing the consequences of climate change. Additionally, there is increasing recognition of other benefits, such as those related to the promotion of human health and well-being and the consideration of cultural values. But these are not enough to meet current and future needs (Figure 2).
Even when considering the NP paradigm as the beginning of the modern PA concept, it is imperative to pay more attention to what occurred before its inception, and what was occurring in parallel to or outside this model. With respect to broader spatial conservation strategies, there is currently a need for the best possible integrated approach, with a good understanding of the differences and the maximum consideration for their complementarities, taking particular note of the New Paradigm (of PAs), ICCAs, local PCAs, and now OECMs.
PCAs must receive further and better economic, political, and, above all, social support, taking into consideration the multiplicity of partnership models with diverse stakeholders in multiple arrangement models. For that, the greater recognition, understanding, and participation of IPTCs in activities related to nature conservation, especially with respect to their interaction with PCAs, can help researchers, as well as governmental and non-governmental agents, to apprehend and develop new, more collaborative solutions.
Also, the science related to PCAs must evolve in order to understand the new paradigms and the complexity of M&G of PCAs and their systems. In this sense, through scientific and technical analyses, reports, and guidelines, PCA systems should be considered as integrated functioning systems consisting of complex, integrated, and functioning structures and processes.
The strategies promoting the reconnection between nature and society (and opening possibilities for reconnection with other human beings and social groups) is key to increasing awareness about the importance of nature and could potentially trigger actions related to its conservation and the better use of natural resources. However, these aspects need to be considered in social networks in order to make real the necessary collective societal change. The sense of community needs to be built in connection with the PCAs and the benefits arising from conserved nature. Related processes should include dialogue among different types of knowledge. The decolonization of thought and speech, including taking a strong position against all discrimination, such as that related to gender, race, age, disability, and others, is a must.
Considering the results, the discussions, and the concluding remarks above, it is clear that the experiences, dialogues, studies, reflections, and insights compiled herein explored the contexts and evolution of different kinds, models, and possibilities of PCAs. And, additionally, these showed the importance of considering integrated PCA functioning systems. Also, the relationships between PCAs and a diversity of conditions and social groups’ interests were explored in some depth. The main rationale advocated in this approach has considered the real or practical effectiveness of nature conservation as being strongly dependent on social, economic, political, and cultural support. In this sense, good results can only be achieved through engagement with society in all its diversity. This is only possible when PCA systems respond to the diverse interests of social groups inclusively and equitably.
Based upon this, the concept of collaborative conservation, as instrumental for the promotion of more equitable, inclusive, and effective PCA systems, can be understood as being a combination of elements, including: (i) the recognition of the strong diversification of the interests of social actors in nature conservation (going beyond classical PCA management program approaches, such as those related to visitation, academic biodiversity research, enforcement, patrolling, administration, etc., including, for instance, cultural values, health benefits, and resilience facing the climate emergency); (ii) the comprehension that PCA management includes multiple de facto partnership arrangements (official or not) with different types of organizations and social actors (rather than monolithic management on the part of a single governmental institution or other, a similar governance type); and (iii) the need to update and renew M&G approaches on the basis of adequate concepts and priorities, better responding to the diverse interests of social groups, not only with the aim of achieving more democratic systems, but also in order to promote further social engagement with respect to their support by means of more inclusive and effective PCA systems. Those elements of collaborative conservation need to be combined with a renewed approach to PCA M&G concepts and practices and the understanding of the complexity of functional PCA systems, through the comprehension and perceptions by social groups through the potential benefits of PCAs and nature conserved.
Evidence concerning the contribution of the concept of collaborative conservation in making the M&G of individual and systems of PCAs M&G more equitable, inclusive, and effective was presented in this work. Nevertheless, this is the beginning of an improved understanding of the revised conceptualization of these systems. Therefore, further consideration, applications, reflections, and research about the concept of collaborative conservation should promote the needed renovation in the concepts related to PCAs and their systems.

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Clique aqui para acessar o artigo publicado no volume 15 da revista científica Sustainability, p. 16609, 2023. DOI https://doi.org/10.3390/su152416609. ISSN 2071-1050. 

TV Globo - Antena Paulista - Mistérios de São Paulo

São Paulo tem Leblon, Ipanema e Avenida Atlântica perto de 'prainha'


Reportagem com depoimento de Rodrigo Martins dos Santos.


Na região de Interlagos fica localizada a Avenida Atlântica, uma referência à via que liga a orla do Leme à de Copacabana, no Rio de Janeiro; no entorno da via está o bairro Jardim Ipanema, com as avenidas Leblon e Ipanema. Entenda na reportagem de Gustavo Galvão e Marconi Matos.


Para ver a reportagem veiculada em janeiro de 2025, acesse o link abaixo:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/antena-paulista/video/misterios-de-sp-sao-paulo-tem-leblon-ipanema-e-avenida-atlantica-perto-de-prainha-13289687.ghtml


Importância das APAs para o fortalecimento socioambiental

O caso do município de São Paulo  


Apresentado no painel Equidade nos Sistemas de Áreas Protegidas e Conservadas Locais: Conceitos, Exemplos e Desafios, organizado pelo V Encontro Latino-americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social - ELAPIS, em novembro de 2021.


Encontra-se a partir do momento 01:06:00 no vídeo abaixo:



El tema de la equidad es fundamental en los días actuales, más que nunca en la conservación. Por un lado, tenemos la importancia de las áreas para conservación de la biodiversidad y manutención de los servicios de los ecosistemas. Por otro, tenemos que seguir avanzando en el respecto a los derechos, sociales – de las mujeres, de las poblaciones urbanas vulnerables, de los pueblos indígenas y comunidades tradicionales, de los portadores de necesidades especiales, entre otros. Es decir, para el buen vivir, necesitamos más y mejores áreas protegidas y conservadas, pero ellas no pueden ser instrumento de incremento de las diferencias sociales y económicas y de no respecto a la diversidad social.

Asimismo, para el buen vivir, considerando, por ejemplo, la promoción del bienestar y de la salud y la resiliencia a los cambios climáticos, el tema del acceso a los beneficios de la naturaleza por parte de los grupos sociales más vulnerables en las ciudades es cada vez más importante. El acceso a los beneficios de la naturaleza protegida y conservada también es uno de los derechos humanos fundamentales.

La gobernanza equitativa de los sistemas de áreas protegidas y conservadas (u otras medidas eficaces espaciales de conservación - omecs) es uno de los criterios (o condiciones) de la Meta Aichi 11, del Plan Estratégico Global de Biodiversidad 2011-2020. Sin embargo, probablemente el criterio sobre lo cual tenemos menos instrumentos de seguimiento y menos evaluaciones de los avances, sobre todo en términos de sistemas de áreas protegidas y conservadas, pese ser uno de los más importantes.

Es necesario que el nuevo acuerdo esperado para la Conferencia de las Naciones Unidas sobre la Diversidad Biológica (“CBD CoP-15”), reprogramada para octubre de este año, también tome en consideración la necesidad de considerar los principios de equidad en la gobernanza de las áreas protegidas y conservadas.

Hoy día, no es más aceptable que la creación, la planificación y la gestión de las áreas protegidas y sus conjuntos y sistemas no considere el respeto a derechos y no tenga la preocupación de reducción de las desigualdades sociales. Para eso, nuevos modelos (¿o paradigmas?) de conservación deben ser fomentados y es importante que las experiencias y las lecciones aprendidas puedan ser compartidas. Con ese evento, se busca darles visibilidad y reconocimiento a las buenas prácticas de gestión y gobernanza equitativa de sistemas locales de áreas protegidas y conservadas, de la región de Latinoamérica y el Caribe, además de reflexionar sobre avances, desafíos y potenciales caminos para su replicación cada vez más.

 


Planos Verdes da Cidade de São Paulo

O Plano Municipal de Conservação e Recuperação de Áreas Prestadoras de Serviços Ambientais de São Paulo - PMSA 

Evento sobre o processo de formulação dos planos verdes da cidade de São Paulo e suas perspectivas de execução. São enfocados os resultados positivos que deles se esperam, ou que já estão sendo percebidos em favor do desenvolvimento, ampliação e proteção de espaços públicos verdes no município de São Paulo, em particular os que se encontram sob a tutela da Sec. Mun. do Verde e do Meio Ambiente (SVMA).


A apresentação encontra-se a partir do momento 13:13 no vídeo abaixo:




Foram apresentados sucintamente cada plano, incluindo o Plano Diretor de Espaços Públicos Verdes del Valle del Aburrá, Medellín, Colômbia; e o Plano Municipal de Conservação e Recuparação das Áreas Prestadoras de Serviços Ambientais de São Paulo - PMSA.

Em seguida são discutidos como os planos contribuem, de forma articulada ou independente, para a promoção do desenvolvimento sustentável e dos esforços de descarbonização da cidade, com especial destaque para a abordagem desses planos em face dos desafios decorrentes da pandemia de Sars-CoV-2.

Foi organizado pelo Circuito Urbano da ONU Habitat em parceria com a Sec. Mun. do Verde e Meio Ambiente de São Paulo em 14 de outubro de 2021.


Hortas urbanas como tecnologias de um planejamento inclusivo

 

Roda de conversa organizada pelo Circuito Urbano da ONU Habitat e pelo EPARREH em 09/10/2021.

Trata do papel das hortas urbanas como infraestruturas tecnológicas impulsionadoras de um planejamento urbano inclusivo. São abordadas suas contribuições para a cidade por meio da distribuição mais equilibrada do ponto de vista ambiental e econômico, atendendo a demandas sociais pela formação de circuitos de produção, consumo e distribuição justos de alimentos. Também são pensadas políticas públicas que forneçam suporte a sua permanência e expansão como iniciativas ambientais da sociedade civil organizada.


Encontra-se a partir do momento 55:30:




Índice Biosampa 2020

23 indicadores da biodiversidade paulistana, serviços ecossistêmicos e governança relacionada


Às vésperas da COP-26, conferência mundial que discute os impactos e as formas de mitigar os problemas relacionados às mudanças climáticas, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente lança a segunda edição de um material com dados e contribuições para conservação da biodiversidade da nossa capital.



O Biosampa 2020 atualiza informações relevantes e apresenta 23 indicadores da biodiversidade paulistana, serviços ecossistêmicos e governança relacionada à construção de uma agenda ambiental para uma São Paulo mais sustentável. O documento também torna possível a comparação entre municípios que utilizam a mesma metodologia, internacionalmente reconhecida como Índice de Biodiversidade da Cidade e adotada pela Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (Organização das Nações Unidas). 

Este ano, a publicação apresenta uma novidade, os indicadores também foram produzidos para cada subprefeitura, o que torna possível a comparação da dinâmica e performance interna do município no que tange a biodiversidade e serviços ecossistêmicos.


A ferramenta é utilizada em mais de 40 importantes cidades ao redor do mundo e a partir dela é possível compreender o estado e a evolução dos indicadores para subsidiar o planejamento de estratégias para a conservação e recuperação ambiental. O índice foi proposto em 2008 na COP em Bonn, na Alemanha, amplamente discutido no ano seguinte na COP de Curitiba e reconhecido a partir de 2010 na COP ocorrida em Nagoia, no Japão.

O crescimento da população urbana nas últimas décadas torna necessário o debate entre as administrações para políticas ligadas à conservação da biodiversidade. O uso efetivo da terra e o gerenciamento de ecossistemas naturais nas áreas urbanas contribuem para a redução de impactos gerados pela emergência climática do planeta e colocam as cidades como protagonistas para conter os danos de fauna e flora.

Com exceção do mapeamento da vegetação, alusivo a 2017, todos os indicadores desta segunda edição do Biosampa têm o ano de 2020 como referência. Além disso, alguns dos resultados sofreram impacto do isolamento social decorrido da pandemia do novo coronavírus.

O relatório, na sua primeira parte, contém o perfil da cidade com informações qualitativamente relevantes sobre a biodiversidade e como áreas naturais são protegidas; na segunda parte, traz o detalhamento dos indicadores, agrupados em Biodiversidade Nativa da Cidade, Serviços Ecossistêmicos Providos pela Biodiversidade e Governança e Gestão da Biodiversidade.

Confira a seguir quais são os indicadores:




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Material técnico que contou com a coordenação técnica de Rodrigo Martins dos Santos quando ocupava cargo de Diretor da Divisão de Patrimônio Ambiental da SVMA. Por ser material de caráter público não sigiloso, sua divulgação é garantida pela Lei 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação).