28 indicadores da biodiversidade paulistana, serviços ecossistêmicos e governança relacionada
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Produção científica, técnica e opiniões do antropogeógrafo Rodrigo Martins dos Santos
28 indicadores da biodiversidade paulistana, serviços ecossistêmicos e governança relacionada
23 indicadores da biodiversidade paulistana, serviços ecossistêmicos e governança relacionada
Rodrigo Martins dos Santos
Patrícia do Prado Oliveira
APRESENTAÇÃO
A administração da cidade de São Paulo, consciente de seu relevante papel para a conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos em áreas urbanas, novamente apresenta contribuições para a construção de uma agenda ambiental global que busque o estabelecimento de cidades realmente sustentáveis.
A construção dos indicadores de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e governança relacionada aqui reunidos está alinhada com a metodologia Índice de Biodiversidade da Cidade recomendada pela Convenção sobre Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas como parâmetro de medição e comparação entre diversas cidades pelo mundo.
O presente relatório apresenta dados do ano de 2022 em continuação às medições publicadas desde 2019, mantendo os resultados em escala intramunicipal, a partir da edição de 2020.
Assim, aqui está reunida parte dos esforços que a Prefeitura da Cidade de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, compromissada com as metas de Aichi e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, vem dedicando para minorar os efeitos decorrentes da mudança climática global.
O objetivo desta edição é atualizar, com dados de 2022, os indicadores de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e governança relacionada na Cidade de São Paulo, bem como tornar possível a comparação intramunicipal e entre cidades que utilizam a mesma metodologia.
Ele foi construído seguindo a metodologia “Índice de Biodiversidade da Cidade” (City Biodiversity Index) – IBC, também conhecida como Singapore Index on Cities’ Biodiversity (CHAN et al., 2014), do qual foi realizada a tradução de cada indicador, que se encontra no item “A” (texto colorido) de cada um deles. Este índice foi adotado pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU) como um instrumento de medição e comparação da biodiversidade em cidades. A partir dele é possível compreender o estado e evolução dos indicadores para subsidiar o planejamento de estratégias para a sua conservação e recuperação.
Esse índice foi proposto em 2008 na Conferência das Partes (COP) da CDB-ONU em Bonn, Alemanha. Em 2009, foi amplamente discutido na COP que ocorreu em Curitiba, Brasil. E, em 2010, foi definitivamente adotado pela CDB na COP ocorrida em Nagoia, Japão.
Essa preocupação tornou-se evidente nos debates entre as diversas administrações de cidades pelo mundo devido ao vertiginoso crescimento da população urbana nas últimas décadas, ameaçando cada vez mais a biodiversidade do mundo. Isso coloca as administrações locais em um importante patamar para a execução de políticas ligadas à conservação. O uso efetivo da terra e o gerenciamento de ecossistemas naturais nas áreas urbanas são benéficos para os moradores e para a biodiversidade que existe dentro da cidade e no seu entorno, além de contribuir para a minimização dos impactos gerados pela emergência climática que o planeta está passando. Portanto, as cidades devem fazer parte da solução para conter a perda global de biodiversidade e serviços ecossistêmicos.
É comum presumir que as áreas urbanas sejam desprovidas de flora e fauna, mas de fato, após metódicas observações, a realidade é que muitas cidades possuem uma rica biodiversidade, independentemente da localização geográfica e do clima. Os serviços ecossistêmicos que a biodiversidade urbana fornece à área local são inúmeros e muitas vezes subvalorizados. Além da estética, os ecossistemas regulam o suprimento e a qualidade da água, do ar e do solo, e moderam a temperatura ambiente. O suprimento de água é sustentado por ecossistemas naturais que armazenam e purificam a água. A vegetação urbana reabastece o oxigênio, retém o carbono, absorve a radiação solar, reduz a poluição do ar, mantém o equilíbrio hídrico e regula a temperatura da superfície nas paisagens urbanas por meio de sombreamento e evapotranspiração. Parques e áreas protegidas oferecem oportunidades recreativas e educacionais aos residentes e contribuem para a habitabilidade de uma cidade.
Nesta quarta edição do índice BIOSAMPA foram atualizados dados produzidos por diversos setores da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e seus parceiros. Todos os indicadores têm o ano de 2022 como referência.
A escolha do IBC da CDB-ONU como metodologia para a Cidade de São Paulo se deu tendo em vista que mais de 40 cidades pelo mundo já o utilizaram, como Curitiba (Brasil), Singapura (Singapura), Lisboa (Portugal), Bruxelas (Bélgica), Helsinki (Finlândia), Edmonton (Canadá), Yokohama (Japão) e Mira-Bhayander (Índia). Dessa forma, será uma oportunidade de aproximação metodológica e de diálogo entre as respectivas administrações urbanas, além do melhor entendimento da disparidade entre subprefeituras.
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23 indicadores da biodiversidade paulistana, serviços ecossistêmicos e governança relacionada
Rodrigo Martins dos Santos
Mariana Mendes de Sousa
APRESENTAÇÃO
A administração da cidade de São Paulo, consciente de seu relevante papel para a conservação da biodiversidade e serviços ecossistêmicos em áreas urbanas, novamente apresenta contribuições para a construção de uma agenda ambiental global que busque o estabelecimento de cidades realmente sustentáveis. A construção dos indicadores de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e governança relacionada aqui reunidos está alinhada com a metodologia Índice de Biodiversidade da Cidade recomendada pela Convenção sobre Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas como parâmetro de medição e comparação entre diversas cidades pelo mundo. O presente relatório apresenta dados do ano de 2021 – marcado pela pandemia da COVID-19 – em continuação às medições publicadas nos anos de 2019 e 2020. Mantendo a inovação da edição de 2020, que são os resultados na escala intramunicipal. Assim, aqui está reunida parte dos esforços que a Prefeitura da Cidade de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, compromissada com as metas de Aichi e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, vem dedicando para minorar os efeitos decorrentes da mudança climática global.
INTRODUÇÃO
O objetivo desta edição é atualizar, com dados de 2021, os indicadores de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e governança relacionada na Cidade de São Paulo, bem como tornar possível a comparação intramunicipal e entre cidades que utilizam a mesma metodologia.
Ele foi construído seguindo a metodologia “Índice de Biodiversidade da Cidade” (City Biodiversity Index) – IBC, também conhecida como Singapore Index on Cities’ Biodiversity (CHAN et al., 2014), do qual foi realizada a tradução de cada indicador, que se encontra no item “A” (texto colorido) de cada um deles. Este índice foi adotado pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU) como um instrumento de medição e comparação da biodiversidade em cidades. A partir dele é possível compreender o estado e evolução dos indicadores para subsidiar o planejamento de estratégias para a sua conservação e recuperação.
Esse índice foi proposto em 2008 na Conferência das Partes (COP) da CDB-ONU em Bonn, Alemanha. Em 2009, foi amplamente discutido na COP que ocorreu em Curitiba, Brasil. E em 2010, foi definitivamente adotado pela CDB na COP ocorrida em Nagoia, Japão.
Essa preocupação tornou-se evidente nos debates entre as diversas administrações de cidades pelo mundo devido ao vertiginoso crescimento da população urbana nas últimas décadas, ameaçando cada vez mais a biodiversidade do mundo. Isso coloca as administrações locais em um importante patamar para a execução de políticas ligadas à conservação. O uso efetivo da terra e o gerenciamento de ecossistemas naturais nas áreas urbanas podem ser benéficos para os moradores e para a biodiversidade que existe dentro da cidade e no seu entorno. Além de contribuir para a minimização dos impactos gerados pela emergência climática que o planeta está passando. Portanto, as cidades devem fazer parte da solução para conter a perda global de biodiversidade e serviços ecossistêmicos.
É comum presumir que as áreas urbanas sejam desprovidas de flora e fauna. Mas de fato, após metódicas observações, a realidade é que muitas cidades possuem uma rica biodiversidade, independentemente da localização geográfica e do clima. Os serviços ecossistêmicos que a biodiversidade urbana fornece à área local são inúmeros e muitas vezes subvalorizados. Além da estética, os ecossistemas regulam o suprimento e a qualidade da água, do ar e do solo, e moderam a temperatura ambiente. O suprimento de água é sustentado por ecossistemas naturais que armazenam e purificam a água. A vegetação urbana reabastece o oxigênio, retém o carbono, absorve a radiação solar, reduz a poluição do ar, mantém o equilíbrio da água e regula a temperatura da superfície nas paisagens urbanas por meio de sombreamento e evapotranspiração. Parques e áreas protegidas oferecem oportunidades recreativas e educacionais aos residentes e contribuem para a habitabilidade de uma cidade.
Nesta terceira edição do índice BIOSAMPA foram atualizados dados produzidos por diversos setores da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e seus parceiros. Com exceção do mapeamento da vegetação, cujo ano de referência é 2017, todos os indicadores têm o ano de 2021 como referência. Além disso, alguns dos resultados desta edição sofreram impacto do isolamento social decorrido da pandemia do novo Coronavírus.
A escolha do IBC da CDB-ONU como metodologia para a Cidade de São Paulo se deu tendo em vista que mais de 40 cidades pelo mundo já o utilizaram, como Curitiba (Brasil), Singapura (Singapura), Lisboa (Portugal), Bruxelas (Bélgica), Helsink (Finlândia), Edmonton (Canadá), Yokohama (Japão) e Mira-Bhayander (Índia). Dessa forma, será uma oportunidade de aproximação metodológica e de diálogo entre as respectivas administrações urbanas, além do melhor entendimento da disparidade entre subprefeituras.
Insights from Brazil
| Phases | Activities |
|---|---|
| Establishment | Study group establishment (100 + active participants) (After inviting management practitioners, researchers, and community members—some 200–300). Definition of subthemes and establishment of subgroups (from preliminary ideas of subthemes—more than 40). |
| Studies and workshops | Studies by subgroups: bibliographical studies; exchange of experiences; and dialogues with complementary social actors. Monthly guided interactions in the larger study group. Guided workshops (15), including: recommended bibliography offered; presentations; invited guests; and broader dialogues. Workshops recorded and synthetic written reports available. Internal workshops evaluation. |
| Complements | Complementary workshops and dialogues, as well as technical and academic collaborative reports and papers. Social media. |
| Analyses | By the leaders of thematic subgroups and coordinators of the study group. |
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São Paulo tem Leblon, Ipanema e Avenida Atlântica perto de 'prainha'
Reportagem com depoimento de Rodrigo Martins dos Santos.
O caso do município de São Paulo
Apresentado no painel Equidade nos Sistemas de Áreas Protegidas e Conservadas Locais: Conceitos, Exemplos e Desafios, organizado pelo V Encontro Latino-americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social - ELAPIS, em novembro de 2021.
Encontra-se a partir do momento 01:06:00 no vídeo abaixo:
El tema de la equidad es fundamental en los días actuales, más que nunca en la conservación. Por un lado, tenemos la importancia de las áreas para conservación de la biodiversidad y manutención de los servicios de los ecosistemas. Por otro, tenemos que seguir avanzando en el respecto a los derechos, sociales – de las mujeres, de las poblaciones urbanas vulnerables, de los pueblos indígenas y comunidades tradicionales, de los portadores de necesidades especiales, entre otros. Es decir, para el buen vivir, necesitamos más y mejores áreas protegidas y conservadas, pero ellas no pueden ser instrumento de incremento de las diferencias sociales y económicas y de no respecto a la diversidad social.
Asimismo, para el buen vivir, considerando, por ejemplo, la promoción del bienestar y de la salud y la resiliencia a los cambios climáticos, el tema del acceso a los beneficios de la naturaleza por parte de los grupos sociales más vulnerables en las ciudades es cada vez más importante. El acceso a los beneficios de la naturaleza protegida y conservada también es uno de los derechos humanos fundamentales.
La gobernanza equitativa de los sistemas de áreas protegidas y conservadas (u otras medidas eficaces espaciales de conservación - omecs) es uno de los criterios (o condiciones) de la Meta Aichi 11, del Plan Estratégico Global de Biodiversidad 2011-2020. Sin embargo, probablemente el criterio sobre lo cual tenemos menos instrumentos de seguimiento y menos evaluaciones de los avances, sobre todo en términos de sistemas de áreas protegidas y conservadas, pese ser uno de los más importantes.
Es necesario que el nuevo acuerdo esperado para la Conferencia de las Naciones Unidas sobre la Diversidad Biológica (“CBD CoP-15”), reprogramada para octubre de este año, también tome en consideración la necesidad de considerar los principios de equidad en la gobernanza de las áreas protegidas y conservadas.
Hoy día, no es más aceptable que la creación, la planificación y la gestión de las áreas protegidas y sus conjuntos y sistemas no considere el respeto a derechos y no tenga la preocupación de reducción de las desigualdades sociales. Para eso, nuevos modelos (¿o paradigmas?) de conservación deben ser fomentados y es importante que las experiencias y las lecciones aprendidas puedan ser compartidas. Con ese evento, se busca darles visibilidad y reconocimiento a las buenas prácticas de gestión y gobernanza equitativa de sistemas locales de áreas protegidas y conservadas, de la región de Latinoamérica y el Caribe, además de reflexionar sobre avances, desafíos y potenciales caminos para su replicación cada vez más.
O Plano Municipal de Conservação e Recuperação de Áreas Prestadoras de Serviços Ambientais de São Paulo - PMSA
Evento sobre o processo de formulação dos planos verdes da cidade de São Paulo e suas perspectivas de execução. São enfocados os resultados positivos que deles se esperam, ou que já estão sendo percebidos em favor do desenvolvimento, ampliação e proteção de espaços públicos verdes no município de São Paulo, em particular os que se encontram sob a tutela da Sec. Mun. do Verde e do Meio Ambiente (SVMA).
A apresentação encontra-se a partir do momento 13:13 no vídeo abaixo:
Foram apresentados sucintamente cada plano, incluindo o Plano Diretor de Espaços Públicos Verdes del Valle del Aburrá, Medellín, Colômbia; e o Plano Municipal de Conservação e Recuparação das Áreas Prestadoras de Serviços Ambientais de São Paulo - PMSA.
Em seguida são discutidos como os planos contribuem, de forma articulada ou independente, para a promoção do desenvolvimento sustentável e dos esforços de descarbonização da cidade, com especial destaque para a abordagem desses planos em face dos desafios decorrentes da pandemia de Sars-CoV-2.
Foi organizado pelo Circuito Urbano da ONU Habitat em parceria com a Sec. Mun. do Verde e Meio Ambiente de São Paulo em 14 de outubro de 2021.
Roda de conversa organizada pelo Circuito Urbano da ONU Habitat e pelo EPARREH em 09/10/2021.
Trata do papel das hortas urbanas como infraestruturas tecnológicas impulsionadoras de um planejamento urbano inclusivo. São abordadas suas contribuições para a cidade por meio da distribuição mais equilibrada do ponto de vista ambiental e econômico, atendendo a demandas sociais pela formação de circuitos de produção, consumo e distribuição justos de alimentos. Também são pensadas políticas públicas que forneçam suporte a sua permanência e expansão como iniciativas ambientais da sociedade civil organizada.
Encontra-se a partir do momento 55:30: