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SIAMP - utilização de ferramentas livres para divulgação de informações ambientais

Texto originalmente apresentado no APP URBANA 2007 - Seminário Nacional sobre o Tratamento de Áreas de Preservação Permanente em Meio Urbano e Restrições Ambientais ao Parcelamento do Solo, organizado pela FAUUSP, PUC-Camp, ANPUR e ANAMMA; e que ocorreu no campus da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, em 2007.

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Resumo
Apresentação das etapas de produção do SIAMP – “Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos”, um sistema de informações geográficas (SIG) para internet, com dados geo-referenciados de meio físico, socioeconomia e político-territorial da área de proteção aos mananciais da cidade de São Paulo, servindo como suporte para população em geral, estudantes e pequenas pesquisas sobre a área, como um Banco de Dados simples e acessível, porém não servindo como dados oficiais mas sim alternativos. Este SIG está disponível para consulta através do seguinte endereço: https://docs.google.com/file/d/0BxeU6XTjAJ2cZXVQbGtzZUxRbUU. O SIAMP foi produzido a partir da utilização de programas (softwares) livres, ou seja, de aquisição gratuita e sem exclusividade, partindo da idéia de democratização da produção e da disponibilização de informações.
Palavras-Chave: Mananciais, Geotecnologia, Sistema de Informação Geográfica (SIG), Internet

Abstract
Presentation of steps to production the SIAMP – “Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos”, a geographic information system (GIS) for internet, with geo-refer data like nature, social, economics and territorials to São Paulo’s water protect area , a suport to people in general like studants, shorts researchs to that area, like a access and simple Data Byte, but not a oficial data. This SIG is accessible in https://docs.google.com/file/d/0BxeU6XTjAJ2cZXVQbGtzZUxRbUU. The SIAMP was produced with free-softwares.
Key-words: water fountain region, Geotecnologys, Geographic Information System (GIS), internet


Objetivo
Produzir e disponibilizar um sistema digital na internet com dados ambientais básicos, geo-referenciados, para servir de alternativa de obtenção de informações mapeáveis de Meio Físico, Sócio-Econômicas e Político-Territoriais da área de proteção aos mananciais da cidade de São Paulo, servindo assim, como suporte para população em geral, estudantes e pequenas pesquisas sobre a área, como um Banco de Dados simples e acessível, porém não servindo como dados oficiais mas sim alternativos.

O produto final desta Pesquisa é um Sistema de Informação Geográfica (SIG) disponibilizado na internet sob o título de “Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos” (SIAMP) produzido a partir da utilização de programas (softwares) livres, ou seja, de aquisição gratuita e sem exclusividade, partindo da idéia de democratização da produção e da disponibilização de informações. Para acessa-lo, use o seguinte link: https://docs.google.com/file/d/0BxeU6XTjAJ2cZXVQbGtzZUxRbUU.


Contextualização
Na sociedade atual, a Sociedade da Informação, o poder não mais é representado pela posse de territórios ou pelo controle de mercados, mas sim pela capacidade de produzir e utilizar informações. A informação passou a ser a principal fonte de poder na contemporaneidade.

A popularização da internet, e a proliferação de mídias e programas livres (com acesso a qualquer pessoa que tenha um computador ligado na rede mundial – internet), facilitaram em muito o fluxo de informações e a pulverização do conhecimento. Haja vista a importância e acesso que portais eletrônicos de busca e armazenagem de dados vem apresentando entre os internautas.

Mas não foi apenas a internet que se popularizou nessa onda, mas as ferramentas de geotecnologias também, como os Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) e os Sistemas de Posicionamento Global (GPSs). Tanto é que o uso de geotecnologias se tornou cada vez mais comum e necessário em diversas áreas, inclusiva a ambiental. No entanto, poucos têm acesso e conhecimento para utilizar este tipo de ferramenta de forma gratuita.

Os problemas ambientais mais localizados são gerados devido à desinformação da população generalizada em relação à conceitos básicos de Meio Ambiente e as Legislações Ambientais. Assim, a idéia de construir um portal na internet, com informações ambientais básicas, vêm como uma solução para a divulgação de dados, no sentido de popularizar ainda mais os SIGs.

A escolha do palco dessa análise: a porção da área de mananciais paulistana localizada entre os reservatórios Billings e Guarapiranga; deu-se em virtude de encontrar-se neste Espaço, diversos elementos paisagísticos relevantes tanto do ponto de vista ambiental, como econômico, social e histórico, como: o rio Jurubatuba (margeado por ferrovias e vias expressas); a Macrozona Ambiental do Município de São Paulo, definida pelo Plano Diretor Estratégico da cidade; as represas Billings e Guarapiranga e seus respectivos mananciais; a Escarpa e o Parque Estadual da Serra do Mar; o Astroblema da Cratera de Colônia; as APA’s Capivari-Monos e Bororé-Colônia; o bairro da Colônia Paulista (antiga Colônia Alemã de 1829); aldeias indígenas guarani (Tenondé Porá e Krucutu); o limite sul da mancha urbana da metrópole; o projeto do Anel Viário Metropolitano (Rodoanel Mário Covas); a Ferrovia Santos-Mairinque que escoa grande parte da produção agrícola brasileira para o porto de Santos; dentre outros elementos. Essa região apresenta uma diversidade paisagística ímpar, que vai do urbano ao florestal, passando por periferias da mancha urbana (ou áreas peri-urbanas), áreas rurais e Unidades de Conservação. Assim, é uma área estratégica para o Estado e para o Brasil.

Salientamos que não é foco da presente Pesquisa a discussão a respeito dos problemas ou uma análise das informações apresentadas, sua importância se restringe a disponibilizar a informação.


Metodologia
Por se tratar de uma pesquisa de caráter extremamente técnico, não consideramos nenhum tipo de Método Científico específico para sua elaboração, pois não houve necessidade de análises das informações, mas sim a proposta de se apresentar uma ferramenta prática para divulgar informações ambientais georreferenciadas via internet, no intuito da democratização e disseminação de informações ambientais. No entanto foram respeitadas a realização de Etapas Metodológicas, baseadas nos preceitos apresentados por BURROUGS (2004), SILVA (2003), e CHRISTOFOLETI (2002) que consiste em: 1- definição dos produtos a serem utilizados e formas de aquisição; 2- construção do Banco de Dados Geográficos em SIG; 3- exportação das informações para linguagem Web; 4- organização da página-eletrônica para internet com as informações, disponibilizada no seguinte link: https://docs.google.com/file/d/0BxeU6XTjAJ2cZXVQbGtzZUxRbUU.

As informações utilizadas como Material-Base foram importadas de alguns SIGs produzidos pela Prefeitura da Cidade de São Paulo, como o INFOLOCAL, produzido pela Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLA); e o SIGMA, produzido pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, ambos gerados através da utilização do programa SPRING (Sistema de Processamento de Informações Geográficas) produzido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) do Governo Brasileiro. As informações selecionadas foram reunidas em um único Banco de Dados Geográfico (vide Fig. 1), utilizando o mesmo programa SPRING para a execução desta tarefa, e foram dispostas na Escala de 1:10.000.

Fig. 1 - Construção do SIAMP através do SPRING

O SPRING possui uma interface de exportação de dados (SPRINGWEB) para o formato .htm e .html utilizados pela rede internacional de computadores (internet). Para que os arquivos exportados pelo SPRING através da ferramenta SPRINGWEB sejam possíveis de visualização na internet é necessário que o computador que vai fazer a leitura dos dados possua o programa JAVA, desenvolvido pela SUN Microsystems e de aquisição simples e gratuita pela internet. Todos os programas utilizados para a sistematização e leitura dos dados do presente trabalho são do tipo programas-livres (free-software), ou seja, são de fácil acesso para aquisição e não há necessidade de compra, pois são disponíveis gratuitamente na internet.


Hipótese
Nos apoiamos na hipótese de que a publicação de dados ambientais, mapeados, na internet, serve como um instrumento para democratizar o acesso à informação e, consequentemente, a solução de problemas pontuais e dúvidas em pequena escala, contribuindo, dessa maneira, na diminuição de alguns problemas ambientais locais, sanados pelo simples fato de levar a informação ao munícipe que se dispõe a obtê-la mas que por motivos de distanciamento ou precária acessibilidade às instituições geradoras de dados, acabam por se desinteressar em resolver determinada situação; somados à dificuldade financeiras e burocráticas de obtenção destes dados. Fato que só amplia os problemas ambientais na região dos mananciais paulistanos e a exclusão de sua população às regras da sociedade como um todo.


Conclusão
Por não se tratar de uma pesquisa analítica, tampouco reflexiva, a conclusão consiste na apresentação do produto final deste Trabalho, que é um Sistema de Informação Geográfica (SIG) disponibilizado na internet sob o título de “Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos” – SIAMP (vide Fig. 2) produzido a partir da utilização da ferramenta livres SPRING (Sistema de Processamento de Informações Geográficas). Para acessa-lo, use o seguinte link: https://docs.google.com/file/d/0BxeU6XTjAJ2cZXVQbGtzZUxRbUU.

Fig. 2 - Visualização parcial do SIAMP pela internet

Este SIG, após sua disponibilização na internet, servirá como apoio e fonte de informação para moradores da região dos mananciais, usuários de telecentros e lan-houses, estudantes da rede pública de ensino básico, pesquisadores que buscam informações ou dados básicos sobre a região dos mananciais paulistanos, e pessoas interessadas no assunto. Este Trabalho também serve como contribuição à utilização de ferramentas digitais livres, e de tecnologia nacional.

Por fim, esta Pesquisa também se apresenta na tentativa de balizar-se como um exemplo de unificação da academia com a prática, através da utilização de ferramentas digitais para democratizar o acesso à dados sobre Meio Ambiente e Legislações nos mananciais, no sentido da socialização de informações, contribuindo para uma sociedade mais justa e que respeite o meio ambiente.


Principais Referências bibliográficas
BURROUGH, Peter A. & MCDONELL, Rachael A. Principles of geographical information systems. Oxford e New York: Oxford University Press, 2004.
CHRISTOFOLETTI, Antonio. Modelagem de Sistemas Ambientais. São Paulo: Ed. Edgar Blucher, 2002.
SANTOS, Rodrigo Martins. Análise Ambiental Integrada: A Teoria dos Geossistemas. In Anais do 1º Congresso Luso-Brasileiro de Planejamento Urbano Regional Integrado Sustentável. São Carlos: USP, UNESP e UMINHO, 2005.
SILVA, Ardemiro de Barros. Sistemas de Informações Geo-referenciadas: Conceitos e Fundamentos. Campinas: UNICAMP, 2003.
WHATELY, Marussia & CUNHA, Pilar (org.). Seminário Guarapiranga: Proposição de ações prioritárias para garantir água de boa qualidade para abastecimento público. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2006.


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Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado ao Centro Universitário SENAC-SP como parte dos requisitos para a obtenção do título de Especialista em Geotecnologias, ênfase: Planejamento e Gestão Ambiental.

Autor: Rodrigo Martins dos Santos.

Título: Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos: utilização de ferramentas livres para divulgação de informações ambientais na internet.


Palavras-Chave: Geotecnologia; Meio Ambiente; Internet; São Paulo (cidade) - Mananciais; Sistema de Informação Geográfica.





Visualização de tela do SIAMP (Sistema de Informações Ambientais do Mananciais Paulistanos)


ARQUIVOS COM O TCC

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A versão disponível acima foi modificada pelo autor em novembro de 2013. Para ter acesso a versão original visite o acervo da biblioteca do campus Santo Amaro, do Centro Universitário SENAC-SP.


ORIENTAÇÃO

Renato Tagnin (Arquiteto e Urbanista, Mestre em Engenharia Civil e Urbana). Professor do  curso de Gestão Ambiental do Centro Universitário SENAC-SP.

Diana Sarita Hamburger (Administradora e Geógrafa; Especialista em demografia, em ideologias e em mapeamento; Mestre em Sensoriamento Remoto; e Doutora em Engenharia de Transportes). Coordenadora do curso de Geotecnologias do Centro Universitário SENAC-SP.

Data da Entrega: Fevereiro de 2007.


APRESENTAÇÃO

Na sociedade atual, a Sociedade da Informação, o poder não mais é representado pela posse de territórios ou pelo controle de mercados, mas sim pela capacidade de produzir e utilizar informações. A informação passou a ser a principal fonte de poder na contemporaneidade.

A popularização da internet, e a proliferação de mídias e programas livres (com acesso a qualquer pessoa que tenha um computador ligado na rede mundial – internet), facilitaram em muito o fluxo de informações e a pulverização do conhecimento. Haja vista a importância que portais eletrônicos de busca e armazenagem de dados apresentam.

Mas não foi apenas a internet que se popularizou nessa onda, mas as ferramentas de geotecnologia também, como os Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) e os Sistemas de Posicionamento Global (GPSs). O uso de geotecnologias se tornou cada vez mais comum e necessário em Estudos Ambientais, chegando ao ponto de ser uma das principais ferramentas. No entanto, poucos têm acesso e conhecimento para utilizar este tipo de ferramenta de forma gratuita (CHRISTOFOLETTI, 2002).

No Brasil, o INPE (Instituto Nacional de Informações Ambientais) foi um dos percussores na construção de um SIG democrático e livre. O SPRING (Sistema de Processamento de Informações Geográficas) e o TerraView são ótimos exemplos de programas para computador, desenvolvidos por aquele Instituto, que são gratuitos e de fácil acesso (INPE, 2006).

Os problemas ambientais mais localizados são gerados devido à desinformação da população generalizada em relação à conceitos básicos de Meio Ambiente e as Legislações Ambientais. Assim, a idéia de construir um portal na internet, com informações ambientais básicas, vêm como uma boa solução para a divulgação dessas informações no sentido de popularizar ainda mais os Sistemas de Informações Geográficas.

A escolha do palco dessa análise: a zona sul paulistana, mais especificamente o espaço físico delimitado pelo antigo município de Santo Amaro (anexado à capital do Estado de São Paulo em 1935) (BERARDI, 1981 e ZENHA, 1977). Deu-se em virtude de encontramos nesse Espaço, diversos elementos paisagísticos relevantes estrategicamente para o Estado de São Paulo e para o País; tanto do ponto de vista ambiental, como econômico, social e histórico, onde encontramos, dentre outros elementos, o rio Jurubatuba (margeado por ferrovias e vias expressas); a Macrozona Ambiental do Município de São Paulo, definida pelo Plano Diretor Estratégico da cidade; as represas Billings e Guarapiranga e seus respectivos mananciais; a Escarpa e o Parque Estadual da Serra do Mar; o Astroblema da Cratera de Colônia; as APA’s Capivari-Monos e Bororé-Colônia; o bairro da Colônia Paulista (antiga Colônia Alemã de 1829) (ZENHA, 1950); aldeias indígenas guarani (Tenondé Porá e Nhe’em Porá – Krukutu); o limite sul da mancha urbana da metrópole; o projeto do Anel Viário Metropolitano (Rodoanel Mário Covas); a Ferrovia Santos-Mairinque que escoa grande parte da produção agrícola brasileira para o porto de Santos; dentre outros elementos (CAPOBIANCO, 1998; CAPOBIANCO & WHATELY, 1998; e WHATELY & CUNHA, 2006).

Essa região apresenta uma diversidade paisagística ímpar, que vão do urbano ao florestal, passando por periferias da mancha urbana (ou áreas suburbanas), áreas rurais e Unidades de Conservação. Além disso, conforme elucidamos no parágrafo anterior, é uma área estratégica para o Estado de São Paulo e para o Brasil (R. SANTOS, 2003).

Não é foco da presente Pesquisa a discussão a respeito dos problemas ou uma análise das informações apresentadas, sua importância se restringe a disponibilizar a informação.

Assim, é uma área com diversos projetos governamentais estratégicos, e muito diagnosticada ambientalmente por diversos órgãos públicos, organizações civis e instituições de pesquisa como a SVMA, a SEMPLA, a EMPLASA, o IBGE, a DERSA, o ISA, o POLIS, a USP, dentre outros. Este fato é consideravelmente relevante, pois muitos dados já foram razoavelmente levantados por diversos órgãos e entidades. No entanto carece de serem disponibilizados ao público em geral, o que auxiliaria o Poder Público e a Sociedade a definirem metas, planos, legislações e projetos eficientes e eficazes.

No primeiro capítulo discutimos um pouco sobre a Metodologia escolhida para este trabalho, abordando questões relacionadas a Método, Técnicas e Materiais utilizados para a concretização deste Trabalho.

Apresentamos as etapas de produção do SIAMP (Sistema de Informações Ambientais dos Mananciais Paulistanos) no segundo capítulo, que foi dividida em quatro: a. definição dos produtos a serem utilizados e formas de aquisição; b. construção do Banco de Dados Geográficos em SIG; c. exportação das informações para a linguagem WEB; e por fim, d. organização da página-eletrônica com as informações.

No terceiro capítulo é apresentado o SIAMP concluído, e demonstramos alguns exemplos de sua utilização. Por fim concluímos este Trabalho no quarto capítulo com nossas considerações finais.

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